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"Para alcançar os objetivos, são necessários grandes jogadores, mas muitos deles saíram", reclamou José Costinha

O diretor esportivo do Sporting, José Costinha, criticou os administrados do clube por permitirem a saída do atacante brasileiro naturalizado português Liedson , que retornou ao Corinthians após sete anos e meio e por não insistirem na contratação do francês David Trezeguet, atualmente no espanhol Hercules.

"Não entendo por que Liedson saiu. Quem decidiu isso? Suponho que tenha sido um negócio vantajoso para o Sporting, mas esportivamente, na minha opinião, foi ruim", declarou o ex-jogador de Porto e Atlético de Madri ao canal de televisão português "Sport TV".

Costinha disse que soube da transferência no valor de 2,1 milhões de euros (R$ 4,8 milhões) apenas no fim das negociações e a equipe de Lisboa ainda tem muito a conquistar, mas que "para alcançar os objetivos, são necessários grandes jogadores, mas nesta temporada muitos deles saíram".

"E se um atacante se machucar amanhã, o que será feito?", perguntou o diretor esportivo do Sporting, que lembrou que o clube poderia ter contratado Trezeguet, mas, "por pouco mais de 100 mil euros (R$ 230 mil)", preferiu não dar sequência à negociação.

Por fim, o ex-jogador destacou que a situação financeira da equipe a impede de competir com Benfica e Porto pelo título do Campeonato Português.

"Todos querem que montemos um elenco de milhões, mas sem dinheiro. Não imagino o Sporting sem lutar por títulos, mas não temos essas condições e é melhor assumir isso de uma vez por todas", comentou.