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Futebol
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Dinheiro da TV reduz dívidas e banca contratações do Grêmio

Para acabar com jejum de títulos, direção investiu R$ 16,5 milhões e aumentou folha para R$ 6 milhões

Hector Werlang, iG Porto Alegre |

Gabriel Cardoso
Grêmio cedeu 15% dos direitos de Douglas Costa ao Shaktar para diminuir custo de Marcelo Moreno
É principalmente com o dinheiro da venda dos direitos de transmissão do Brasileirão que o Grêmio não só contratou como pretende bancar o grupo formado para acabar com o jejum de títulos. A tática de abrir o cofre está baseada em duas frentes: pagamento de dívidas e consequente redução de juros e parcelamento dos gastos com compras e luvas de jogadores. Foi assim que a direção investiu R$ 16,5 milhões na aquisição e aumentou para R$ 6 milhões a folha salarial com os oito reforços trazidos para 2012 .

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Há ainda a receita da venda de jogadores, do Quadro Social e do Plano Azul, um título de capitalização destinado aos torcedores em geral. Tudo isto dá a certeza de que será possível honrar compromissos em um ano de transição do Olímpico para a Arena.

Acertado em março, o acordo com o Globo gerou luvas de R$ 20 milhões. Este dinheiro foi usado quitar de dívidas de curto prazo com bancos. Sem o pagamento de juros mensais, a direção espera destinar os R$ 5 milhões mensais que a emissora pagará por quatro anos (R$ 240 milhões no total) apenas ao futebol.

“O dinheiro recebido deu também para pagar o 13º salário e direitos de imagem que estavam atrasados. Agora, em 2012, é que vamos começar a usar o previsto no novo contrato. Sempre com criatividade”, comentou o presidente Paulo Odone.

A receita com sócios e Plano Azul (R$ 3 milhões por mês) também será usada para o futebol assim como a venda de Adilson por R$ 2,9 milhões. O pagamento aos antigos clubes de Kleber (R$ 5,8 milhões ao Palmeiras), Marcelo Moreno (R$ 9,7 milhões ao Shaktar) e Léo Gago (R$ 1 milhão ao Coritiba) foi parcelado assim como as luvas destes e dos outros cinco contratados: Sorondo, Felipe Nunes, Douglas Grolli, Marco Antônio e Pablo – não exigiram indenizações as suas equipes pois vieram após fim dos contratos.

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Não há temor de atraso na folha salarial, que em 2011 era de R$ 5 milhões.

“Tudo foi planejado”, resumiu Odone.

Claro que nem tudo é uma maravilha na vida financeira do Grêmio. Em 2011, o orçamento teve déficit de R$ 30 milhões. A dívida de longo prazo chega a R$ 150 milhões em impostos ao governo federal (renegociados pela Timemania). Há ainda R$ 10 milhões do o Condomínio de Credores, programa criado em 2005 que destina percentuais de venda de jogadores para pagar indenizações trabalhistas a ex-atletas.

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