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Dinamite teve resistência no Vasco para contratar Juninho

Veterano jogador chega ao clube ganhando salário mínimo, mas terá bônus por premiação e venda de camisa

Hilton Mattos, iG Rio de Janeiro |

O presidente do Vasco, Roberto Dinamite, revelou que ouviu dentro do clube que Juninho Pernambucano seria peça dispensável. Em matéria publicada no site oficial vascaíno, o eterno ídolo de São Januário revela que encontrou resistência durante a manobra para repatriar o jogador. O acerto foi anunciado oficialmente na manhã desta quarta-feira. O meia assinará contrato inédito no futebol brasileiro.

Juninho vai receber por mês um salário mínimo, mas terá bônus como premiação por metas, classificação na Libertadores, títulos e adesão de novos acordos publicitários.

“Tinha gente que não queria. Disseram que era peça pouco importante, cheguei a ouvir dentro do Vasco”, conta Roberto Dinamite. “Juninho é um ídolo e como tal precisa ser respeitado. Eu sei bem o que é isto e fico feliz de poder dar ao meu torcedor e associado um presente como este. São dez anos fora do Brasil e ele volta ao Vasco acreditando num clube novo, com credibilidade e acima de tudo planejado”, completou o dirigente.

AE
Juninho comemora gol pelo Vasco na final da Copa Havelange de 2000

Juninho chegará somente em junho, e só poderá fazer sua estreia em agosto, durante a janela de transferência. O acordo foi selado na casa do jogador, no Catar. Dinamite viajou na companhia de Olavo Monteiro de Carvalho, presidente da assembleia geral do clube, e de José Fuentes, empresário do meia. Juninho vestirá a camisa 8, a mesma que o consagrou entre 1995 e 2001, quando defendeu o clube e conquistou os Brasileiros de 97 e 2000 e a Libertadores de 98.

A contratação do meia foi uma promessa de campanha de Roberto Dinamite. Há dois meses, o ex-jogador havia se encontrado com Juninho em Recife, nas férias do craque. Juninho tem contrato até o meio do ano com o Al-Gharafa, do Catar. Na ocasião, ficou praticamente acertada a vinda do jogador. Juninho tentou rescindir no começo de abril. Mas, para não perder aproximadamente US$ 3 milhões, adiou o retorno à Colina.

No Brasil, porém, ele abrirá mão de um alto salário, pelo menos o que será registrado na CBF, para receber R$ 545,00 - valores estes que crescerão de acordo com as metas atingidas durante o Brasileiro.
Juninho terá, por exemplo, participação na venda de camisa. Enquanto não chega, o Reizinho manifesta seu carinho, contando que, mesmo de longe, não deixa de acompanhar o que acontece no dia a dia do Vasco pela Internet.

Dinamite afirmou que o jogador já faz planos para chegar em forma e não decepcionar a torcida. “Ele pediu que levássemos duas bolas do Campeonato Brasileiro para que pudesse treinar e se acostumar desde já. Quem faz isto no Brasil? Acho que a volta de um jogador como este aumenta ainda mais a força do Vasco e o exemplo que ele representa para milhões de crianças e adolescentes”, disse o presidente.

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