Presidente do Vasco desmente acordo que faz do Engenhão palco obrigatório para clássicos cariocas

Ficou para esta quinta-feira a decisão sobre o palco do clássico entre Vasco x Botafogo , pela 34ª rodada do Campeonato Brasileiro . Inicialmente marcado para o Engenhão , há um esforço por parte dos cruzmaltinos que para a partida passe para São Januário. O comando da Polícia Militar ficou de avaliar as condições dentro e fora do estádio para assegurar a integridade das duas torcidas. A CBF é a responsável pelo anúncio oficial da mudança do local do jogo.

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O assunto tem gerado bastante polêmica, já que, com a interdição do Maracanã, visando à reforma para a Copa do Mundo de 2014, o Engenhão passou a ser o estádio dos quatro grandes do Rio para mandar seus clássicos. Tem sido assim desde 2010.

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No Vasco, o presidente Roberto Dinamite assegura que não há acordo neste sentindo. O combinado - negado pelo cartola - seria a realização dos jogos no estádio alugado pelo Botafogo com a renda dividida em 50% para cada lado. Além, claro, da instalação das duas torcidas em tamanhos iguais. São Januário hoje não permite que duas torcidas ocupem metade das instalações, uma vez que as sociais e a área VIP representam 40% do estádio. Além disso, a divisão seria feita com o recurso de cordas.

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Dinamite protocolou solicitações aos órgãos responsáveis pela realização do clássico
Hilton Mattos
Dinamite protocolou solicitações aos órgãos responsáveis pela realização do clássico
Ainda assim, o Vasco alega que pode receber clássicos, sim, em seu estádio. Dinamite diz que as ruas que cercam São Januário são tão estreitas quanto às do Engenhão. Ou seja, se houve acordo ou não, ele vale desde os clubes não estejam lutando títulos. Quando a competição afunila e os times têm chance de ser campeão ou assegurar vaga na Libertadores, o discurso muda. A partir daí, cada um passa a defender seus interesses.

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“Quem disse que existe acordo? Eu, presidente do Vasco, digo que não foi feito acordo nenhum. Só estou reivindicando um direito que é do Vasco. Se no primeiro turno, nós jogamos no Engenhão, agora podemos jogar no nosso estádio. O Vasco tem estádio, tem a sua casa, então queremos fazer valer nosso direito”, diz Roberto Dinamite.

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O clube tem até esta quinta para tentar alterar o local da partida, já que o Estatuto do Torcedor pede que qualquer mudança na programação seja feita num prazo máximo de dez dias - o clássico está marcadao para 13 de novembro. Dinamite contou ao iG que está protocolando solitações à CBF, à Federação de Futebol do Rio e à Polícia Militar.

“Até agora, ninguém tem nada contra. Nem a televisão. Se eles disserem que não há condições de o jogo ser em São Januário, vamos acatar. Mas o Vasco está cuidando de todos os esforços para que o clássico seja na nossa casa”, contou Roberto.

Já o presidente do Botafogo, Maurício Assumpção, pede que o clube de General Severiano receba o mesmo tratamento que ofereceu ao Vasco na partida do primeiro turno, no estádio Engenhão, com renda e público partilhados igualmente. Ele admite a possibilidade do Botafogo atuar em São Januário, mas pede que o Flamengo também jogue lá na última rodada.

"A coisa tem que ser recíproca. Se vou jogar na casa do adversário, tenho que saber a condição que ele vai me dar. Independente do mando de campo, temos sempre tido a mesma regra: metade da carga de ingressos, renda partilhada. Dessa forma que espero que aconteça. Acho que o pleito de quem tem estádio é correto, mas preciso saber em quais condições esse jogo acontecerá. Se for como na minha casa, sem problema. E é importante que a polícia dê segurança para todos os times jogarem. Se não, eu vou ser prejudicado. Se uns podem, todos devem poder", declarou Assumpção.

Ele também confirmou que não existe um papel assinado que obrigue o Vasco a ceder metade dos ingressos ao Botafogo, mas declarou que confia na palavra do presidente Roberto Dinamite. "Não existe chance disso abalar as relações entre Botafogo e Vasco. Não existe um papel assinado, mas quando se trata de pessoas da qualidade que a gente se relaciona, a palavra vale mais", finalizou o mandatário do Botafogo.

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