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Diego Souza tem a missão de pôr fim a tabu do Vasco na seleção

Jogador terá chance de redimir meias Edmundo e Morais, que foram chamados em 2000 e 06, mas não voltaram

Hilton Mattos, iG Rio de Janeiro |

Depois de cinco anos, o Vasco tem um meia convocado para a seleção brasileira ( Morais ). Depois de 11 anos, um camisa 10 do Vasco volta a vestir a camisa amarela (Edmundo). E depois de dois anos Diego Souza é chamado novamente para defender seu país. Quarta-feira, quando a bola rolar contra a Argentina, no jogo de volta do Superclássico das Américas , em Belém, o principal jogador do líder do Campeonato Brasileiro estará pondo fim a vários tabus.

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Pela ordem: Morais foi convocado por Dunga na estreia do ex-treinador, diante da Noruega, em Oslo (1 a 1), e não voltou mais. Quem também não deu as caras foi Edmundo. Chamado por Vanderlei Luxemburgo em 2000, pelas Eliminatórias, contra o Peru, foi expulso e ainda viu o time perder por 1 a 0, em Lima. A exemplo dos ex-vascaínos, Diego, chamado por Dunga em outubro de 2009, não teve uma boa atuação em La Paz, contra a Bolívia, na derrota de 2 a 1 pelas Eliminatórias, e caiu no esquecimento.

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A fase atual é parecida com a de 2009, no Palmeiras , quando foi eleito o melhor da posição no Brasileiro. A diferença é que naquela oportunidade, a seleção sofreu com a altitude e foi mal das pernas. Ninguém se salvou. Muito menos Diego, que não fazia parte daquela ‘grupo de trabalho’ que acompanhava o treinador desde 2006. Aos 25 anos, ele tem ambição com a camisa amarela. E faz apenas um pedido.

“Em 2009, o time todo não foi bem. Eu também não joguei bem, mas não foi culpa minha. Só espero ter uma sequência de jogos. Ir mal e não ser chamado depois não adianta. Você precisa de uma sequência, só assim é capaz de se ambientar”, implora Diego, autor dos três gols na vitória de 3 a 0 sobre o Cruzeiro, domingo .

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Diego Souza mata a bola no peito e emenda uma bicicleta no travessão de Fábio, do Cruzeiro
Jogando e convencendo, ele estará quebrando um tabu em série. O Vasco, aliás, não colocava um jogador na seleção desde a convocação de Morais, hoje no Corinthians. Depois dele, só o zagueiro Dedé , chamado este ano, e depois o volante Rômulo . A tradição vascaína prova que o clube foi acostumado a ceder jogadores para a seleção.

Basta lembrar a base na Copa do Mundo de 50. Sem falar em nomes como Ademir Queixada, Roberto Dinamite, Edmundo, Romário, Acácio, Felipe, Juninho Pernambucano, Odvan, Juninho Paulista, Ramon, Bebeto, Danilo Alvim, Geovane e outros. Caso o trio atual seja lembrado em novas oportunidades, o clube vai reviver o fim dos anos 90, quando metade da equipe era chamada em toda convocação.

Companheiro de equipe, Juninho Pernambucano faz lobby por Diego na seleção . Para o camisa 8, o meia tem condições de ser o camisa 10 na Copa de 2014, que será realizada no Brasil. "Ele tem que pensar na Copa de 2014. Pela capacidade dele, talento, e é jovem...O Brasil busca um camisa 10 e ele pode ser este jogador. Na minha opinião ele é um 10 bem completo. Gostaria de vê-lo de novo na seleção", torce Juninho.

Mas não foi fácil para Diego Souza chegar até aqui. Depois da lua de mel no Grêmio e no Palmeiras, o meia transferiu-se para o Atlético-MG , na temporada passada. O time mineiro fazia péssima campanha, e o meia acompanhou o nível da equipe. Caiu de rendimento e foi salvo pelo Vasco. Aliás, foi salvo graças à indisciplina de Carlos Alberto , que em fevereiro deixou o clube pelas portas dos fundos após brigar com ninguém menos que o presidente Roberto Dinamite .

Contratado para o lugar do meia hoje no Bahia , Diego chegou falando em seleção brasileira . "Isso me ajuda. Tem essa reformulação na seleção brasileira. O Mano é um treinador com quem já trabalhei. Meus objetivos são claros: voltar a ter um ano maravilhoso. Tive três anos maravilhosos até 2010, no Grêmio e no Palmeiras. Foi eleito o jogador de 2009, mas em 2010 tive alguns imprevistos, e com isso não tive o ano que esperava. Junto com o Vasco, vou atrás dos meus sonhos. E a seleção brasileira é um deles”, disse o meia em sua chegada.

Logo na estreia, marcou um gol na vitória sobre o Botafogo. Mas alternou altos e baixos. Em contrapartida, os bons momentos renderam ao Vasco o título inédito da Copa do Brasil e vitórias memoráveis como as contra Santos (2 a 0), Grêmio (4 a 0) e Cruzeiro. O presidente Roberto Dinamite acredita que o clube, enfim, tem um jogador em condições de honrar a camisa 10.

"Eu vejo no Diego esse atleta com potencial de vestir a camisa 10 do Vasco, uma camisa de muita responsabilidade. Acredito que ela estará bem representada", destacou Roberto.

 

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