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Futebol
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Diego Maradona, Michel Platini e Roberto Rivelino buscam espaço no futebol italiano

Irmãos são brasileiros e filhos de um fanático por futebol. Brincadeiras e curiosidades por carregarem os nomes dos ex-craques se dividem com a busca pela fama

Renan Rodrigues, iG Rio de Janeiro |

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É pouco provável que os torcedores do Brescia, equipe da primeira divisão do futebol italiano, saibam que um dia Diego Maradona, Michel Platini e Roberto Rivelino tenham atuado com a camisa da equipe. E não foi em um amistoso comemorativo ou evento beneficente o encontro dos craques mundiais. O trio na verdade é brasileiro e ainda luta para deslanchar na carreira. Todos são filhos de um fanático por futebol, Manoel Antônio Petriaggi, chaveiro em Itararé, interior de São Paulo.

Faltou o Friedenreich
Quando Roberto Rivelino nasceu, em outubro de 1984, a mãe, Isabel de Proença Petriaggi, já tinha sido convencida. O filho teria o nome do ex-jogador da seleção brasileira. Eu era muito fã desses jogadores. Era um pouco fanático por futebol. Então, antes de me casar, já tinha convencido minha esposa que se tivéssemos filhos homens, iria colocar o nome dos jogadores. No começo ela achou meio esquisito, mas aceitou. Não foi difícil, conta Manoel.

Divulgação
Diego Maradona (à esq.) posa ao lado do irmão Michel Platini

Depois do nascimento de Rivelino, vieram Diego Maradona e Michel Platini. Se outro menino tivesse nascido, o nome já estava separado. Arthur Friedenreich, estrela do futebol brasileiro no período amador, no começo do século 20. Dizem que ele fez mais gols que o Pelé. Não vi ele jogar, infelizmente, mas todos dizem que era um grande jogador. Muito avançado para sua época. Se tivesse tido outro filho, iria se chamar Friedenreich, diz o pai dos jogadores.

Maradona prefere falar apenas por ele, mas acredita que os irmãos também gostam do nome que receberam. Eu gosto muito do meu nome, acho o Maradona um grande jogador. Tenho um DVD dele no Napoli e na seleção argentina. Fora de campo ele cometeu alguns erros, mas nesse assunto eu não me meto. Só sei que é um orgulho ter esse nome. Era um sonho do meu pai também, que queria ser um grande jogador, mas teve problemas no joelho, diz Maradona.

Para Manoel, os filhos também aprenderam a admirar os jogadores que homenageiam. Eles gostam bastante do nome. Ficaram contentes porque também são fãs dos jogadores. Pelo menos nenhum deles nunca reclamou, brinca o chaveiro. Até mesmo as críticas são recebidas com bom humor por Manoel. Várias pessoas falaram que eu era muito fanático, meio doido, mas a gente não vê problema né. Leva na boa. Até porque eu não imaginava que eles seriam jogadores.

Brincadeiras e o peso do nome
Piada, apelido ou falta de humildade. Toda vez que um dos três irmãos revela o nome, é assim que a maioria das pessoas recebe a resposta. Fato com o qual eles dizem ter se acostumado.  Quando falo que me chamo Diego Maradona, muitas pessoas acham que eu estou brincando, ou pensam que é algum apelido por eu também jogar futebol profissional. Já me perguntaram se sou parente dele também. Algumas vezes tive que mostrar o documento de identidade, se não a pessoa não acredita. Isso já aconteceu várias vezes, conta Maradona.

                                Veja lances do 'Platini brasileiro'


Para o meia Platini, o nome pode despertar alguma curiosidade, mas não garante nada se eles não demonstrarem qualidade em campo. "Não queremos imitar aqueles jogadores, mas tentamos fazer o melhor, sermos bons atletas e ter algum sucesso. Acho que o nome não atrapalha. Até ajuda a evidenciar o jogador, mas não garante nada. Aqui (na Itália) eles ficam curiosos em ver meu futebol porque o Platini foi um grande ídolo", diz Platini Petriaggi.

Maradona também não teme as comparações que possam acontecer por conta do nome. Evangélico praticante, o jogador garante que se apoia na família e em Deus para procurar seu espaço em um grande clube. A gente joga na mesma posição, sou meia, mais baixo que a maioria, canhoto e na maioria dos clubes, joguei com a camisa 10. Mas sempre me mantive tranquilo, sou outra pessoa. Sei que alguns vão comparar, mas tenho noção que ele foi um craque e eu estou começando, revela.

Caminho contrário
Como muitos jogadores brasileiros, Maradona, Platini e Rivelino começaram a atuar fora do país. Descendentes de italianos, os irmãos conseguiram a cidadania no país para poderem jogar pelo Brescia, após terem sido aprovados em um teste do clube, realizado no Rio de Janeiro, em 2000.

Platini segue no Brescia até hoje. Já Maradona atuou pelo Carpedono, também da Itália, São Caetano, Ceilândia, Valeriodoce e atualmente está no Chiari, clube italiano da cidade de Brescia. Mesma equipe do irmão Rivelino, que rodou por vários clubes do Brasil. Figueirense, Santa Cruz, Atlético de Sorocaba, Paysandu foram alguns dos times que o jogador defendeu, além da seleção brasileira sub-20. Na próxima janela do mercado de transferências, o diretor do meu time quer contar com o Platini e ter os três irmãos atuando juntos. Vai ser um sonho realizado poder jogar com eles, revela Maradona.

Longe da esposa, que mora na Itália com os três filhos, Manoel tenta diminuir a saudade guardando recortes de jornal com reportagens sobre os filhos. A internet e o telefone também são usados com frequência. "A gente conversa muito pelo telefone. É duro, realmente em datas especiais bate uma saudade, mas é o sonho deles. É um sacrifício que a família tem que fazer, mas vale a pena", afirma o pai.

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