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Diego Cavalieri acha que é ainda cedo para pensar em seleção

Apesar da boa fase, goleiro diz que no momento seu foco é apenas se firmar com a camisa do Fluminense

Marcello Pires, iG Rio de Janeiro |

A cada dia que chega para treinar nas Laranjeiras a rotina de Diego Cavalieri é praticamente a mesma de 2008, quando surgiu no Palmeiras como reserva imediato de Marcos. A única diferença, além da cidade e do trajeto de sua casa para o clube, é que pela primeira vez na carreira o goleiro é o titular da posição. Depois de um início vacilante com a camisa 12 do Fluminense, o pai do pequeno Enzo venceu a desconfiança e agarrou de vez a oportunidade dada por Abel Braga.

Apesar da boa fase e de ter vencido mais do que perdido com a camisa tricolor, Diego Cavalieri acha que ainda é muito cedo para pensar numa convocação para a seleção brasileira de Mano Menezes.

“Meu foco nesse momento é apenas o Fluminense. Desde que fui contratado sempre disse isso. Primeiro quero desempenhar um bom papel no clube. Seleção é consequência do que você realiza em seu clube e eu também penso assim. Procuro estar todos os dias focados em dar o meu melhor pelo clube. Se no futuro tiver uma oportunidade na Seleção, eu vou tentar aproveitar da melhor maneira possível”, afirmou o goleiro.

Adaptado ao Rio de Janeiro, o camisa 12 do Fluminense é caseiro. Quando não está nas Laranjeiras treinando, ele procura estar perto da família. Principalmente depois do nascimento de seu primeiro filho, Enzo, de apenas dois meses, sua maior fonte de inspiração.

“É uma sensação maravilhosa e estou muito feliz com isso. É o que me dá forças e me motiva ainda mais para seguir desempenhando um bom trabalho todos os dias no Fluminense”, festeja o goleiro tricolor.

Ansioso em disputar seu segundo Fla-Flu, Diego Cavalieri disse que não desanimou mesmo quando perdeu a condição de titular para Ricardo Berna no início do ano, admitiu que sentiu a falta de ritmo quando chegou ao clube e que foi complicado se readaptar ao futebol brasileiro.

Acompanhe abaixo a íntegra da entrevista do goleiro do Fluminense

iG: Qual sua expectativa em disputar um Fla-Flu vivendo uma grande fase?
Diego Cavalieri:
O Fla x Flu é um clássico especial e diferente por todo charme que tem. Já disputei alguns em São Paulo e agora estou feliz por estar tendo a chance de atuar num clássico importante como esse. Será o meu segundo Fla x Flu e espero que a gente consiga nosso objetivo, que é a vitória.

iG: Você demorou a se firmar no gol do Fluminense, mas finalmente agarrou a vaga de titular. Em algum momento achou que as coisas não sairiam como você imaginava?
Diego Cavalieri
: Nenhum jogador gosta de ficar fora, principalmente o goleiro, que precisa estar sempre atuando para ter ritmo de jogo. Em nenhum momento desanimei e segui minha rotina de treinamentos normalmente todos os dias. O apoio da minha família neste momento foi fundamental e isso me deu forças para continuar motivado e buscando meu espaço no Fluminense.

iG: Você sentiu muito a falta de ritmo pelo tempo em que ficou sem jogar no Liverpool e no Cesena?
Diego Cavalieri:
É um pouco complicado pelo fato de ter atuado poucas vezes nos dois clubes. E para o goleiro, principalmente, ritmo de jogo é mais do que fundamental. Além disso, tem a mudança no estilo de jogo, posicionamento, tudo é diferente da Europa, e com isso precisei de um tempo para me acostumar.

iG: Qual foi sua maior dificuldade para se readaptar ao futebol brasileiro?
Diego Cavalieri:
Acho que é uma série de fatores. Como disse, é tudo diferente. Desde o tipo da bola, até o gramado, o clima e o treinamento. Foram quase três anos no futebol europeu e a volta ao Brasil fez com que eu precisasse me readaptar em todos os aspectos ao futebol daqui.

iG: Você tem sido um dos responsáveis pela recuperação do Fluminense no returno do Brasileirão. Já dá para pensar em seleção?
Diego Cavalieri:
Meu objetivo nesse momento é o Fluminense. Desde que fui contratado sempre disse isso. Primeiro quero desempenhar um bom papel no clube. Seleção é consequência do que você realiza em seu clube e eu também penso assim. Procuro estar todos os dias focados em dar o meu melhor pelo Fluminense e se tiver uma oportunidade na Seleção vou tentar aproveitar da melhor maneira possível, mas agora o momento está todo no Fluminense.

iG: Quando você se chocou com o jogador do Santos na partida de sábado achou que poderia ter sofrido uma lesão grave?
Diego Cavalieri:
Foi uma pancada muito forte e senti muitas dores na hora. Na hora só pensava em levantar e continuar no jogo para ajudar a equipe a segurar a vitória.

iG: Passou pela cabeça deixar a partida, ficar fora do Fla-Flu e perder a posição?
Diego Cavalieri:
Naquele momento não pensei em muita coisa. Só queria seguir no jogo, que estava muito complicado com o Santos fazendo uma pressão enorme.

iG: O que mudou na sua vida com o nascimento do seu primeiro filho?
Diego Cavalieri:
É uma sensação maravilhosa e estou muito feliz com isso. É o que me dá forças e me motiva ainda mais para seguir desempenhando um bom trabalho todos os dias no Fluminense.

iG: Como tem sido sua adaptação ao Rio de Janeiro?
Diego Cavalieri:
Estou muito bem adaptado ao Rio de Janeiro. É um lugar excelente e com uma qualidade de vida ótima. Uma cidade muito bonita e na qual estou muito feliz. As vezes o trânsito atrapalha um pouco, mas isso tem em todos os lugares.

Caio Amy/Photocamera
Cavalieri não faz marketing pessoal e se considera um cara tranquilo

iG: Apesar de já ter sido badalado como um dos melhores goleiros do país quando substituiu o ídolo Marcos, você nunca foi de fazer seu marketing pessoal. Porque você costuma fugir dos holofotes?
Diego Cavalieri:
Sou um cara tranquilo, na minha mesmo. É o meu jeito. Sempre fui uma pessoa calma, de falar pouco e focada nos meus objetivos. Sei do meu potencial e procuro estar sempre trabalhando forte e dando o meu melhor por onde eu passo. Estou feliz no Fluminense e espero ter uma história bonita no clube.

iG: Ao contrário da maioria dos jogadores você foge do estereótipo do boleiro. O que você curte fora de campo?
Diego Cavalieri:
Procuro ficar muito em casa com a minha família. Sou de sair pouco. Ás vezes vamos jantar fora, mas não é sempre. Gosto de ouvir música no tempo livre. É um passatempo que sempre gostei de fazer. No mais é ficar com minha família.

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