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Meia-atacante concedeu entrevista ao iG após participar dos três gols que deram o título gaúcho ao Inter

Uma frase é muito comum no futebol após a conquista de títulos: “o mérito é de todos”, mas o Inter teve o seu craque na vitória sobre o Grêmio , e que coroou o time de Falcão como campeão gaúcho de 2011 . Foi Zé Roberto .

O meia-atacante saiu do banco de reservas para mudar a história do Gre-Nal. Ele entrou em campo aos 28 minutos do primeiro tempo. O Inter já perdia por 1 a 0 e era dominado pelo Grêmio. Após três minutos, aos 31, Zé Roberto fez jogada pelo lado esquerdo, cruzou para Leandro Damião, e o Inter fez 1 a 1. Ainda na primeira etapa, aos 45 minutos, foi Zé Roberto que cobrou o escanteio que deu origem ao gol de Andrezinho.

O segundo tempo estava complicado. O Inter não conseguia exercer a mesma pressão. O personagem do Gre-Nal apareceu de novo aos 29 minutos: Zé Roberto sofreu o pênalti, cobrado por D´Alessandro para marcar o terceiro gol do Inter. Para coroar a atuação de gala, foi o meia-atacante que cobrou o 7º pênalti na decisão que deu ao Inter o título estadual. Nada mais justo para aquele que mudou a história da decisão do Campeonato Gaúcho de 2011. Ainda emocionado, no círculo central do gramado, ele concedeu entrevista ao iG falando sobre o título estadual.

iG: O que foi fundamental para a recuperação do Inter?
Zé Roberto: O grupo tem muita qualidade, não seriam duas derrotas que iriam acabar com tudo isso. Saímos atrás do placar, mas nunca desistimos. Fico feliz de fazer parte deste momento tão especial.

iG: Você se vê como parceiro do Leandro Damião nos próximos jogos?
Zé Roberto: Nós que estamos no banco temos que aproveitar as chances e dar dor de cabeça ao treinador, pelo menos isso. Temos que deixar ele em dúvida. Estou feliz de viver esse momento, viver o ambiente desse grupo. Todo mundo quer jogar, mas sabemos que só 11 são escolhidos. O Importante é deixar a dúvida para o treinador.

iG: Como repercutiu no grupo as críticas que foram feitas durante a semana?
Zé Roberto: Não tem como fugir disso. Sabemos que quando um time grande perde acaba aparecendo tudo de ruim. Falam coisas que não são verdade, que o grupo é rachado, mas é normal. Procuramos deixar isso de fora, focar no nosso trabalho e tentar arrumar os erros. Sabíamos que poderíamos vencer aqui. O mais importante é que nunca deixamos de acreditar. Estão todos de parabéns.

iG: Você mudou a história do jogo. Teve alguma preparação específica para a partida?
Zé Roberto: Não. Minha preparação foi ver o dia a dia, escutar o que vinham falando. Procurei treinar forte e sabendo que o Falcão poderia precisar de mim. Às vezes você tem que estar mais preparado do que o titular, porque quando te chamam você tem que fazer a diferença. Acho que foi um dia que eu consegui ser feliz, e fazer isso em um grande jogo é bom. Sempre gostei de jogo assim, foi meu primeiro Gre-Nal. Estou feliz pra caramba.

iG: Alguns jogadores não gostaram da projeção de que o Mazembe poderia enfrentar o Grêmio em um amistoso. Isso serviu de motivação?
Zé Roberto: Tudo que faltou respeito ao Internacional acabou entrando no vestiário. Nós estamos na mesma cidade e escutamos o que é dito do lado contrário. Eu guardo essas coisas pra mim e levo como incentivo. Tem que saber usar como motivação, não como violência. Faz parte do futebol, é um esporte emocionante, tem que ter essa rivalidade. Só não pode passar dos limites. É muito difícil vencer o Grêmio aqui dentro. Há muitos anos o Inter não ganhava um título aqui. A rivalidade mexe com a cidade.

iG: Você se emocionou com a conquista?
Zé Roberto: Claro. Sempre sonhei em jogar no Gre-Nal. Tive a oportunidade de entrar e ajudar, então estou muito feliz.

iG: Você era muito aproveitado pelo Celso Roth e perdeu um pouco de espaço com o Falcão. A atuação na final do campeonato vai representar uma virada na tua história em 2011?
Zé Roberto: Futebol é momento e é feito de escolhas. É natural que o treinador faça as suas escolhas. O jogador não pode é se abater. O Falcão sempre deixou bem claro que ia precisar de todos aqui. Tem é que ficar preparado. Quando eu assinei contrato não dizia que eu deveria ser titular. Tem que respeitar os companheiros e foi o que eu sempre fiz. Prefiro trabalhar bastante e falar pouco. Sem dúvida o Falcão estava me observando. 

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