Publicidade
Publicidade - Super banner
Futebol
enhanced by Google
 

Destaque do Grêmio, Rochemback passou em escola de Xavi e Iniesta

Volante atuou por três temporadas no Barcelona e desbancou atuais destaques do time espanhol

Hector Werlang, iG Porto Alegre |

Getty Images
Entre 2001 e 2003, volante defendeu o Barcelona

Foi um começo tardio, mas suficiente para aprender com o futebol mais vistoso do mundo. Aos 19 anos, no distante ano de 2001, Fábio Rochemback foi contratado pelo Barcelona. Três temporadas, 45 jogos e oito gols depois, o volante, que chegara como promessa, virou realidade sob o selo da fábrica de craques do clube espanhol.

Atualmente, quando entra em campo pelo Grêmio, o capitão, dez anos mais experiente, desfila os mesmos ensinamentos que Puyol, Piqué, Xavi, Iniesta, Fábregas e, claro, Messi tiveram na “La Masia”, como é conhecida a categoria de base do Barça. Basta recordar que o brasileiro foi contratado, à época, para substituir o recém-aposentado Guardiola, atual treinador do time, e deixou Xavi e Iniesta muitas vezes no banco de reservas.

"Aprendi a fazer a bola andar e não correr em demasia. É assim, com o futebol em alta velocidade, que o Barcelona atua desde o time mais jovem da base. Por isso, o sucesso", contou Rochemback em entrevista ao iG.

O atleta recordou que, antes de treinos ou jogos, o técnico holandês Louis van Gaal mandava molhar o gramado do Camp Nou. Assim, a bola ficava mais rápida e, consequentemente, o time aprendia a atuar em alta velocidade. O jogo curto, com intensa troca de passes, a valorização da posse de bola e chutões só em último caso completam o repertório.

Claro que a qualidade individual determinou o sucesso do jogador. A mesma que o fez se destacar no Internacional ao ponto de ser comprado pelo clube espanhol. A formação no maior rival, aliás, dificultou a sua adaptação ao Grêmio.

Contratado no meio do ano de 2009, o jogador encontrou um time irregular com Paulo Autuori. No ano seguinte, já com Silas, começou a temporada na reserva. A torcida cobrava melhores atuações, porém, nem sabia que o volante era um dos seus.

"O Inter me deu a primeira oportunidade no profissional. O pessoal me olhava com desconfiança, apesar de eu sempre ter sido gremista. Passei dez anos fora e precisei de um tempo de adaptação", lembrou o jogador, que também atuou pelo português Sporting e pelo inglês Middlesbrough.

Só com a chegada de Renato Gaúcho, em agosto de 2010, Rochemback firmou-se como titular. Passou atuar na posição que conhece como poucos: primeiro volante, o homem que protege a zaga e começa a armação das jogadas. Resultado: era invariavelmente o melhor jogador em campo e assumiu o posto de capitão.

Wesley Santos/Pressdigital
No Grêmio, atleta é líder do grupo

"É um líder técnico e em personalidade", elogia Renato. "Quando ele está em campo estamos seguros na defesa", completa o zagueiro Rafael Marques.

São, desde então, 77 jogos e cinco gols. E o sonho de levantar a taça da Libertadores. "Penso nisso não só por ser capitão, mas por saber que temos condições".

Natural, então, pensar em seleção brasileira? "Não. Isso é consequência. Já passei por lá e sei que não adianta pensar em ir. Tem que trabalhar para chegar. Quero estar bem no Grêmio", encerrou Rochemback.

Leia tudo sobre: grêmiofábio rochemback

Notícias Relacionadas


Mais destaques

Destaques da home iG