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Deslizes, cardeais e dono de Valdivia minam Palaia e dão força a Nobre no Palmeiras

Aliados do Comitê Gestor criticam o vice-presidente e veem piloto de rali como força ascendente na eleição presidencial do clube

Danilo Lavieri, iG São Paulo |

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A movimentação na política palmeirense dá sinais que será o empresário e piloto de rali Paulo Nobre o candidato apoiado pelo grupo do presidente Luiz Gonzaga Belluzzo na eleição do clube, que acontece em janeiro de 2011. A candidatura deve ser oficializada na noite desta terça-feira.

Os sucessivos deslizes do vice-presidente Salvador Hugo Palaia, que também deseja concorrer no pleito, somado à articulação de "cardeais" palestrinos como Seraphim Del Grande e ao possível apoio financeiro de Osório Furlan Júnior, conselheiro que bancou quase 40% da verba para trazer Valdivia e com forte ligação com a Sociedade dos Eternos Palestrinos, colocam Nobre como candidato a enfrentar o oposicionista Arnaldo Tirone, apoiado pelo ex-presidente Mustafá Contursi.

Enquanto Palaia aliou falta de habilidade política - sua primeira ação na presidência interina foi o afastamento sumário de Gilberto Cipullo do comando do futebol - com constantes faltas em reuniões importantes, Nobre e seu grupo Verde Escuro, que conta com o voto de aproximadamente 50 conselheiros, depende de um encontro nesta terça-feira para lançar a candidatura.

O número de conselheiros situacionistas que apoia Nobre só tende a aumentar, já que a bandeira de renovação - o pré-candidato tem 42 anos - e profissionalização de cargos específicos defendida pelo empresário tem sido elogiada e considerada inevitável por nomes importantes do Palmeiras.

"Faremos uma reunião amanhã (terça-feira) que contará com cerca de 50, 60 conselheiros. Lá vamos decidir se vamos apoiar A, B ou seremos o grupo C. A tendência é que lancemos a candidatura própria, já que temos uma visão um pouco diferente dos que até agora se candidataram", disse Genaro Marino, ex-diretor de futebol ligado a Cipullo e braço direito de Nobre.

Se confirmada, a candidatura independente ratifica o que Paulo Nobre disse ao iG na última semana. Segundo ele, o grupo Verde Escuro não aceitaria fazer conchavo político em troca de votos ou cargos. Como a rejeição a Palaia, já alta, só aumenta, Nobre deve ser o único a lançar candidatura para enfrentar Tirone.

Palaia perde força em "boca de urna"
Para Palaia desistir falta apenas um aviso de seu Conselho Gestor, que está rachado. Parte do grupo fala em apoiar Nobre para aumentar as chances de vitória da situação. O outro lado, representado principalmente pelo diretor de futebol Wlademir Pescarmona, quer unanimidade em torno de Palaia. Pescarmona, inclusive, enfrenta resistência dentro da sua área de influência com o grupo União Verde e Branco, que conta com cerca de 20 votos. Parte desses conselheiros já considera Nobre a melhor opção.

Cardeais palmeirenses que romperam com Palaia já declararam apoio a Nobre. Ex-vice-presidente e ex-diretor de futebol, Seraphim Del Grande, hoje integrante do COF (Comitê de Orientação e Fiscalização), e Antônio Augusto Pompeu de Toledo, presidente do mesmo órgão, são exemplos. O vice-presidente Clemente Pereira também afirmou que a tendência é Nobre ganhar apoio de grupos como o Muda Palmeiras, liderado por Belluzzo.

"Não dá para dizer que não vamos votar no Palaia. Ainda vamos estudar. Mas concordo que conselheiros têm ficado irritados com Palaia faltando em várias reuniões. Acho muito difícil ver o Palaia derrotando o Tirone. Por isso, a tendência é de que nosso grupo dê apoio ao Nobre", disse Clemente Pereira.

Osório Furlan Júnior, empresário com ligação à Sociedade dos Eternos Palestrinos e famoso por ter bancado 36% dos valores para trazer Valdivia, afirmou que estuda até investir dinheiro no projeto de Nobre para convencer conselheiros a desistirem de Palaia.

"Vou fazer reuniões durante esta semana e devo ter novidades. Se a chapa do Nobre for formada e eu estiver nessa composição, estou disposto a investir em novos jogadores, assim como fiz com Valdivia. Mas precisa ser gente nova, não adianta serem esses caras que podem ter problemas por causa da idade", disse Furlan.

Acordo deve diminuir trabalho de Belluzzo
A maré a favor de Nobre deve poupar Belluzzo de esforço extremo para unir politicamente a situação palmeirense. Após passar por uma cirurgia cardíaca, o presidente voltou ao cargo apenas para conduzir o processo eleitoral. Estudava unir Palaia e Nobre na mesma chapa como vice-presidentes, com um terceiro aliado como candidato à presidência.

Caso essa alternativa não fosse possível, o iG apurou que Belluzzo estudava até mesmo recuar e disputar a reeleição. Nem tanto por divergências com Tirone, mas, de acordo com vários conselheiros ouvidos pelo iG, para tentar impedir que Mustafá Contursi voltasse a mandar no clube.

"A gente não tem nada contra o Tirone. O problema é que ele traz resquícios de uma gestão passada que não nos agrada", afirmou Clemente, numa referência a Contursi, que foi presidente de 1992 a 2006 graças à mudança no estatuto do clube para extinguir o limite de reeleições.

Apesar da união já encaminhada, a tendência é que grandes mudanças ocorram independente do vencedor da eleição de janeiro de 2011. Isso porque os dois grupos apresentam propostas bem diferentes da gestão atual. A oposição mostrou-se favorável à política do "bom e barato", marca da era Contursi após o fim da co-gestão com a Parmalat, em 2000. Já o grupo que Nobre gosta de se ver como "terceira via", favorável à profissionalização do Palmeiras.

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