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Desejo por SP pode jogar conta do Fielzão no colo da Fifa

Entidade nega que colocará dinheiro no estádio da abertura da Copa 2014, mas deve ajudar na procura de investidores que banquem a diferença de R$ 200 milhões para ampliar projeto de 48 mil para 65 mil espectadores

Marcel Rizzo, iG São Paulo |

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A diferença de R$ 200 milhões que será necessária para viabilizar a ampliação do projeto do estádio do Corinthians em Itaquera, na Zona Leste de São Paulo, para a abertura da Copa do Mundo de 2014 deverá ser paga pela iniciativa privada.  Inicialmente avaliado em R$ 400 milhões, o custo da obra deve chegar a R$ 600 milhões.

Apesar da negativa oficial da Fifa (Federação Internacional de Futebol Association), a entidade deve ajudar na busca por investidores ¿ parceiros diretos e indiretos serão procurados nos próximos meses com convite para colaborar com promessa de retorno institucional ligado ao Mundial no Brasil

Dois são os motivos que farão a Fifa, segundo duas pessoas envolvidas no projeto, se envolver para que o estádio em Itaquera saia do papel com 65 mil lugares e toda a infraestrutura de hospitalidade, mídia e estacionamento (veja os detalhes do projeto aqui):  o primeiro é que a  entidade faz questão que a abertura seja em São Paulo, centro econômico do Brasil.

(Divulgação)
Maquete do projeto para 48 mil lugares. Diferença para ampliação para 65 mil deve chegar a R$ 200 milhões

Apesar de ter deixado no ar as possibilidades de Belo Horizonte, Brasília e até Salvador, nunca houve plano B. Desde 2007, quando o Brasil foi anunciado oficialmente como sede, a abertura seria na capital paulista e a final no Rio de Janeiro. A procura por patrocinadores foi feita com esta divisão bem detalhada.

O segundo motivo é que a entidade reprovou o Morumbi, que por três anos foi a única opção em São Paulo. Por isso foi preciso uma alternativa B, quase em cima da hora, que nem ficará pronta a tempo da Copa das Confederações, em junho de 2013. Se as obras começarem em março de 2011, o estádio em Itaquera estará finalizado no último trimestre de 2013. A Fifa teria obrigação em não transformar em mico um campo que ela aprovou.

Empréstimo
O único que fala abertamente em a entidade ajudar a conseguir levantar o dinheiro é o diretor de marketing do Corinthians, Luís Paulo Rosenberg. Esse restante pode ser assumido pela Fifa. O Corinthians não colocará um centavo e já vamos financiar o limite que o BNDES permite, disse Rosenberg.

O BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) financiará R$ 400 milhões, via a construtora Odebrecht, responsável pela obra.  Como disse o diretor corintiano é o máximo que a linha de crédito criada para estádio de futebol permite. Mesmo assim, o pedido do financiamento está atrasado, admite Rosenberg. Caso o trâmite burocrático evite que o banco estatal libere o dinheiro até março, Corinthians e Odebrecht farão empréstimo a um banco privado para pelo menos iniciar a obra.

Alberto Goldman, governador de São Paulo, avisou que o estado não colocará dinheiro na construção do estádio. Nem se quiséssemos poderíamos fazer isso, O governo e a prefeitura têm que investir na infraestrutura dos arredores, disse Goldman.

Por meio da assessoria criada para tratar de assuntos referentes à Copa de 2014, a Fifa negou ao iG que possa colocar dinheiro diretamente ou ajudar na procura de investidores: 

A escolha das sedes e dos estádios é feita pelo Comitê Organizador Local juntamente com as cidades-sedes de acordo com os requerimentos da FIFA. Segundo as normas da Associação Organizadora, o Comitê Organizador Local é responsável pela entrega dos estádios para a Copa das Confederações da FIFA e para a Copa do Mundo da FIFA, seguindo as recomendações da FIFA. Geralmente, há a necessidade de mudanças nos planos e/ou de novos estádios, processo no qual a FIFA não está envolvida de qualquer maneira. O trabalho da FIFA é unicamente monitorar este processo em parceria com o Comitê Organizador para que os padrões de Copas do Mundo da FIFA sejam seguidos.

Na África do Sul, que recebeu a Copa do Mundo de 2010, a Fifa garantiu que não injetou dinheiro, mas reportagens da imprensa local e internacional revelaram que em março de 2010 a entidade teria injetado US$ 100 milhões (R$ 170 milhões) para ajudar a finalizar obras de estádio e de infraestrutura.

A Fifa tem hoje seis parceiros globais que poderiam ser acionados: Adidas. Coca Cola, Emirates, Kia, Sony e Visa. A princípio, os patrocinadores específicos para a Copa do Mundo de 2014 não serão procurados.

Milton Trajano

Preocupação com os custos
Luís Paulo Rosenberg não esconde certa preocupação sobre como o Corinthians manterá um estádio para 65 mil pessoas. A previsão era que a ampliação de 48 mil (projeto inicial) para quase 70 mil só ocorresse daqui vinte anos.

Vocês se lembram do lançamento do nosso estádio na comemoração do centenário. Primeiro foi concebido até 65 mil lugares, mas vimos que essa seria nossa necessidade só para o ano de 2028, 2030. Uma mudança agora é uma decisão política. O Corinthians está aberto para fazer esse ajustamento, não tem recursos pra fazer isso, mas vamos ter que maximizar o retorno financeiro", disse Rosenberg.

Pelo projeto elaborado pela diretoria de marketing, o Corinthians conseguiria pagar o estádio e ainda as parcelas do financiamento ao BNDES com o lucro que teria com renda, estacionamento, venda de produtos e de camarotes e cativas. Mas tudo isso para um estádio com 48 mil lugares. As despesas aumentarão pelo menos 25%, segundo ele, em um estádio com quase 20 mil lugares a mais.

Internamente, segundo apurou o iG, Rosenberg sempre foi contra o estádio corintiano receber a Copa do Mundo. Um dos motivos é o aumento político, como ele mesmo falou, e o segundo é que durante o Mundial o clube perde o estádio por alguns meses, já que se transforma em propriedade da Fifa. Ou seja, o clube não ganhará dinheiro diretamente com a Copa.

O acordo para que o campo fosse indicado para a Copa foi feito entre o presidente corintiano Andrés Sanchez e Ricardo Teixeira, presidente da CBF (Confederação Brasileira de Futebol) e COL (Comitê Organizador Local) ainda durante a Copa da África, entre junho e julho. Sanchez chefiou a delegação brasileira.

* Colaboração de Bruno Winckler e Paulo Passos, de São Paulo

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