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Futebol
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Descobridor de Luxemburgo aposta na volta do técnico à seleção

Ademar Braga foi o responsável pelo convite ao atual comandante do Flamengo para trabalhar no Olaria

Thales Soares, iG Rio de Janeiro |

Clube tradicional do subúrbio do Rio de Janeiro, o Olaria foi celeiro de revelações nos tempos românticos do futebol. Foi na Rua Bariri que Vanderlei começou a se transformar em Luxemburgo, convidado por Ademar Braga nos anos 1980. Na época, ele assumiu o cargo de preparador de goleiros na comissão técnica comandada por Antônio Lopes. Apenas o início de uma carreira longa e de sucesso.

A boa memória de Ademar, aos 66 anos, facilita o entendimento da história do técnico Vanderlei Luxemburgo, que no comando do Flamengo enfrenta o Olaria, neste sábado, às 16h20, no Estádio Raulino de Oliveira, em Volta Redonda, pela primeira rodada da Taça Rio. A amizade entre eles o tempo não destruiu.

“No ano novo, a gente se encontrou. Ele é um cara que ainda pode ir longe, voltar à seleção brasileira”, comentou Ademar, que lamenta nunca ter trabalhado no Flamengo em sua longa carreira. “E o pior é que sou flamenguista”, brincou.

Desempregado no momento, Ademar trabalho a maior parte de sua vida como auxiliar técnico e preparador físico. Foi assim que teve a chance de convidar Luxemburgo para integrar a comissão técnica do Olaria, depois de perceber que sua carreira havia terminado por causa de uma lesão no joelho.

“Ele tinha conseguido a liberação do Botafogo e foi manter a forma no Olaria. Surgiu a chance de ele ir para o Fluminense, mas o Arnaldo Santiago o reprovou no exame médico. Então, ficou com a gente e, num coletivo, desabou. Parecia até aquele lance da segunda lesão do Ronaldinho”, comentou.

Luxemburgo chegou a tentar a vida fora do futebol, trabalhando com imóveis. Aconselhado por Ademar, voltou ao futebol, estudou Educação Física e começou a evoluir no trabalho de comissão técnica. As conquistas de título e a oportunidade de trabalhar no Real Madrid e na seleção coroaram a sua carreira.

“Ele tinha capacidade sim, mas não dava para adivinhar até onde ele poderia ir. Ninguém aqui é Mãe Dinah”, brincou Ademar. “Sabia da desenvoltura dele em conversar sobre futebol, a maneira de trabalhar”, emendou.

O trabalho no Flamengo tem deixado Ademar orgulhoso. Ele chegou a assistir à semifinal da Taça Guanabara. Mas foi a convite de Carlos Alberto Torres e ficou no camarote do presidente do Botafogo, Maurício Assumpção.

“Só não deu para torcer”, comentou Ademar. “O Flamengo está se ajeitando, tem um elenco bom e isso conta para oi Campeonato Brasileiro. No Carioca, pelo andar da carruagem, vai dar Flamengo, mas futebol não é matemática”.

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