Sem aval do Cade, presidente do Clube dos 13 teve que recuar na briga com dissidentes da entidade

O presidente do Clube dos 13, Fábio Koff, admitiu se sentir frustrado com a derrota na queda de braço com a Globo e os clubes dissidentes da entidade. Na segunda-feira, o dirigente comunicou a Rede TV! que não poderia cumprir o acordo assinado com a emissora para a exibição do Campeonato Brasileiro , de 2012 a 2014.

“Eu tenho um gosto amargo de que nós não fizemos o melhor negócio”, afirmou Koff, em entrevista após uma assembléia da entidade nesta terça-feira. “Eu pessoalmente saio fortalecido. Eu compreendi, ainda que possa discordar a atitude dos clubes (que decidiram fechar com a Globo). O tempo vai dizer se foi a melhor decisão”, completou.

Presidente do Clube dos 13, Fábio Koff, se reuniu com filiados da entidade nesta terça-feira
Gazeta Press
Presidente do Clube dos 13, Fábio Koff, se reuniu com filiados da entidade nesta terça-feira


O presidente do Clube dos 13 defendia a realização de uma concorrência para vender os direitos de transmissão do Brasileiro. A licitação chegou a ser realizada em parte. Após a Globo se negar apresentar proposta, a Rede TV! foi a única emissora a participar da concorrência.

O C13 esperava um aval do Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) para seguir na disputa com a Globo, que passou a negociar diretamente com as equipes. O órgão do Ministério da Justiça, entretanto, avaliou que não havia nenhum problema da empresa acertar com os clubes sem licitação.

Com a posição do Cade, Koff passou a admitir a derrota já na última semana em audiência no Senado. Nesta terça-feira, o dirigente conversou com os presidentes dos filiados do C13. A entidade organizou um comissão para levantar as dívidas e o que as equipes ainda tem a receber .

“Acho que o tempo vai dizer se a solução encontrada foi a melhor ou não. Os clubes vão ter dados nos contratos para saber se estavam certos ou não”, disse o presidente do C13.

O cartola diz que não guarda mágoa dos dissidentes que enfraqueceram a concorrência do Clube dos 13. Quatorze clubes já assinaram contrato com a Globo. “Sou uma pessoa que sei sublimar as coisas. Não fosse assim, não seria dirigente de uma entidade depois de tanto tempo. Eu brigo e faço as pazes. Não guardo mágoa de ninguém”, afirmou Koff.

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