Meia tem atuado muito bem na Copa Libertadores e até ajuda o técnico Cuca no posicionamento do time

Roger marcou dois na goleada do Cruzeiro sobre o Tolima
EFE
Roger marcou dois na goleada do Cruzeiro sobre o Tolima
O meia Roger foi o principal jogador do Cruzeiro na grande goleada por 6 a 1 sobre o Tolima , nessa quarta-feira, pela Copa Libertadores. O atleta quase foi trocado com o Vasco da Gama depois de uma polêmica com o técnico Cuca, quando reclamou de ficar no banco de reservas no início da temporada. Mas o período conturbado ficou para trás e o jogador voltou a jogar em alto nível, sendo uma das principais peças do time.

Contra o Estudiantes, da Argentina, Roger já havia feito grande partida. Deu um lindo chapéu em um adversário que arrancou aplausos de toda a torcida e deixou um belo gol no primeiro tempo. Já contra o Tolima, o meia anotou duas vezes, sendo o destaque da partida. Experiente, o armador fez questão de ressaltar o grupo do Cruzeiro.

“Nosso time vem fazendo grandes jogos. Não adianta sobressair individualmente se o elenco não ajudar. Nosso time é forte, tem muita qualidade técnica. Só tenho a agradecer os companheiros. Não tem nada individualmente, cada um se destaca em um jogo. Não é apenas um jogador se destacando, todos têm feito grandes jogos. Isso vem agradando ao torcedor e a nós mesmos”, disse o atleta.

Perguntado se teria deixado uma boa impressão para o técnico da seleção brasileira, Mano Menezes (que assistiu ao jogo na Arena do Jacaré), o meia disse que sua fase com a “amarelinha” já passou. “Acho que existem jogadores mais jovens e com talento que podem vestir a camisa da seleção. Já tive a minha fase. Tenho 33 anos e vou estar em idade avançada na próxima Copa do Mundo. Mas é sempre gostoso ser elogiado. Ele (Mano Menezes) veio ver o jogo e pude fazer uma grande partida”,disse.

Durante todo o duelo contra o Tolima, Roger foi até o banco de reservas do Cruzeiro para discutir o posicionamento do time com Cuca e dar alguns “pitacos”. “Tenho uma bagagenzinha de futebol e entendo um pouco. Enxergo e passo para ele (Cuca) o que estou achando. Acho que tenho esse direito. Trabalho a favor do grupo. Treinador tem que escutar quem está ali dentro também. Ele dá as ordens, mas a ajuda de dentro é sempre importante. Tinha um posicionamento errado do nosso lado esquerdo e conversei para encaixar a marcação e não tomar mais sustos”, revelou o meia.

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