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Denilson cobra resultados em troca de 'sabonetinho e toalhinha'

Volante elogia condições de trabalho no São Paulo e afirma que jogadores têm a obrigação de corresponder na temporada

Gazeta |

O São Paulo gasta R$ 10 milhões anualmente para manter o Centro de Formação de Atletas em Cotia. Apesar do investimento em jovens, o time não foi além da primeira fase da Copa São Paulo de Futebol Júnior deste ano. Formado no período anterior ao lançamento do local, em 2005, o volante Denilson elogia a estrutura atual e diz que os atletas têm a obrigação de retribuir com vitórias e títulos.

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"Temos uma tranquilidade bem maior aqui. Tomamos banho tranquilos, com toalhinha, sabonetinho, tudo pronto para nós. Só temos o dever e a alegria de trabalhar. Dar respaldo ao que o clube nos dá, entrar em campo e ter os resultados que o São Paulo está precisando", declarou o volante.

Se a pressão sobre as categorias de base aumenta com a campanha na Copinha, a equipe profissional, que inaugurou um novo alojamento para se concentrar na pré-temporada em Cotia, agora precisa também provar seu valor em campo e ser campeã, o que não ocorre desde o Brasileirão de 2008.

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"A estrutura do São Paulo é incomparável no Brasil. Até na Europa dificilmente se encontra uma estrutura dessas. Nada melhor do que começar a temporada em um lugar como esse e trabalhar bastante para darmos o nosso melhor no campeonato", continuou Denilson, que defendeu o Arsenal por cinco anos.

Na opinião do meio-campista, a falta de motivação não vem da estrutura oferecida, mas do próprio atleta. O volante até concorda que ter tudo à disposição em Cotia favorece a acomodação. Não ter vontade de ir além, entretanto, é um problema particular de cada jogador.

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Rogério Ceni faz musculação no moderno CT de Cotia durante estada em 2011

"Vai muito do querer do jogador, da diretoria, das pessoas em volta dos jogadores. Isso aqui [Cotia] deixa a pessoa mais confortável, mas o importante é o jogador saber o que quer da vida. Se quero ir para a Seleção Brasileira, vou trabalhar ao máximo para chegar lá, independentemente do que tenho em Cotia", comentou, dizendo que não jogou uma Copinha porque foi impedido.

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"Na minha época, eu tinha a vontade de jogar a Copa São Paulo [em 2006]. Eu tinha sido campeão mundial e pedi ao [Paulo] Autuori, mas ele disse que não, para eu participar da pré-temporada e disputar o Paulista", lembrou, tentando, porém, aliviar a pressão sobre os recém-eliminados garotos.

"Infelizmente, não deu certo. São jovens de muita qualidade, mas hoje no futebol não existe menino inocente, só jogador de qualidade. O São Paulo foi eliminado por outras circunstâncias", afirmou, com a concordância de Fernandinho. "Dar o melhor para o jogador é importante, mas não ganha jogo. Tem o exemplo da molecada. Ficamos um pouco tristes, mas é coisa do futebol e serve de aprendizado para todos nós", disse o atacante.

 

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