Zagueiro do Vasco diz que se sente apenas prestigiado, e que ainda precisa de mais conquistas na carreira

Dedé é hoje motivo de orgulho vascaíno. Aos 23 anos, o zagueiro é o único representante do clube na seleção brasileira, é chamado de Dedeckenbauer em São Januário e na última quarta-feira anulou o balado atacante Neymar na vitória de 2 a 0 sobre o Santos. Apesar do status, o jogador adota discurso humilde. Perguntado como se considera sendo ídolo da torcida, Dedé disse que ainda está longe disso.

“Ídolo? Não me sinto ídolo, não. Para ser ídolo, o jogador precisa conquistar muita coisa. Eu ainda estou batalhando para isso. Tenho que ganhar mais do que já fiz aqui no Vasco”, comenta Dedé, surpreendendo aos que o têm como a principal estrela do time depois dos experientes Felipe e Juninho Pernambucano.

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AE
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Na última temporada, o zagueiro ganhou os prêmios de melhor jogador na posição no Campeonato Brasileiro e no Carioca. O Benfica, de Portugal, está sempre especulando sua transferência para o futebol europeu, e depois da vitória sobre os Meninos da Vila até montagem do zagueiro parando o Rei Pelé vibrou febre nas redes sociais.

Mas nada disso tira a concentração do promissor zagueiro. Fazendo uma autocrítica, ele se considera apenas prestigiado.

“A torcida aqui sempre me apoio. Eu vejo nas viagens que o torcedor dos outros clubes também gostam de mim. Recebo muito carinhos de flamenguistas, tricolores...Na premiação do Brasileiro (dezembro), fui aplaudido pela torcida do Fluminense. Joguei lá na base, mas eles nem lembrar disso. Me aplaudiram pelo campeonato que fiz. Isso me motiva bastante. Mas falar que sou ídolo é muito cedo”.

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