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Declarações de vice de finanças calam jogadores do Flamengo

Todos os atletas se recusaram a dar entrevistas em Londrina e Luxemburgo foi chamado para explicar a crise: 'Ele foi infeliz'

Vicente Seda, enviado iG a Londrina |

Os jogadores do Flamengo participaram de mais um puxado circuito físico na manhã desta terça-feira. Mas, após a atividade, um problema que já vem se arrastando desde o início da pré-temporada tornou-se evidente. Nenhum dos atletas aceitou dar entrevistas. A questão vem criando problemas para a assessoria do clube e foi necessário que Vanderlei Luxemburgo entrasse no circuito. Ele foi chamado de última hora para explicar o caso, já que a sua coletiva estava programada para quarta-feira, véspera do amistoso contra o Londrina no Estádio do Café.

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Os atletas, após o treino, se juntaram ao lado do campo e fizeram uma roda, sentados, para conversar. Primeiro, o assessor de imprensa do clube, Nelson Costa, se aproximou e depois o técnico. Em seguida, novamente os jogadores debateram entre si e chamaram de volta o assessor que, de novo, foi falar com o técnico, em uma “negociação” que se prolongou por vários minutos.

Vicente Seda
Jogadores do Flamengo se reunem em campo para discutir situação
A justificativa dada por Luxemburgo foi a crítica do vice de finanças Michel Levy, chamando os jogadores que têm cobrado direitos de imagem e luvas atrasados, como Deivid, Welinton e Alex Silva, de “marqueteiros”. O treinador defendeu os atletas.

“Não é que não querem dar entrevista. Temos de ter calma em um momento que estamos começando um trabalho. Teve a entrevista dos jogadores cobrando, do vice de finanças, e se for para o confronto a coisa pode complicar. Acho que foi uma declaração infeliz do Levy, porque os jogadores estão reivindicando os seus direitos e estão trabalhando. Os jogadores que falaram estão certos e sei que o clube está trabalhando para resolver a questão, mas acabam acontecendo situações desconfortáveis como essa”, justificou Luxemburgo.

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O técnico tentou deixar claro ainda que não há nenhum atleta desmotivado no grupo e ressaltou que a diretoria, citando apenas a presidente Patrícia Amorim, está se esforçando para honrar todos os compromissos.

“Acho que os jogadores deveriam falar, esses desconfortos como o de hoje não podem ficar acontecendo. Mas se falassem ficaria aquele bate lá, rebate de cá e eles acharam melhor não dar entrevistas. A Patrícia está trabalhando, antecipando receitas, não quero meus jogadores chamados de mercenários por cobrarem seus direitos. Falaram a verdade. Se já estivesse com reforços e todos os atrasados pagos, não teríamos esse conversa”.

Luxemburgo confirmou que a situação vem lhe criando dificuldades nos bastidores. “Para você cobrar, é importante os jogadores estarem com os compromissos em dia. Continuo a mesma pessoa, cobro, mas isso é ruim. Agora, tem de ver o outro lado. Estou satisfeito? Não. Tem de resolver. Mas estou vendo a Patrícia tentando colocar o Flamengo numa coisa normal, cumprindo todos os compromissos”.

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