Publicidade
Publicidade - Super banner
Futebol
enhanced by Google
 

De volta à seleção, Lúcio pensa em 2014 e diz aceitar ser capitão

Em entrevista ao iG, zagueiro fala sobre retorno, chances de disputar o próximo Mundial e momento na Internazionale

Paulo Passos, iG São Paulo |

Novidade na lista de Mano Menezes para o amistoso contra Escócia, Lúcio volta à seleção brasileira justamente no momento em que o time não tem um capitão definido. Robinho que exercia a função desde que o novo técnico assumiu o comando, em agosto de 2010, não foi convocado.

Capitão na última Copa do Mundo, com Dunga no comando, o zagueiro da Internazionale afirmou que aceitaria assumir a função novamente, caso Mano pedir. “Se a decisão dele for essa, quero com certeza”, afirmou ao iG, por telefone, direto de Milão.

Aos 32 anos, Lúcio não havia sido convocado nenhuma vez por Mano. Em novembro, ele se encontrou com o técnico na Itália. “Foi uma conversa franca. Ele não prometeu nada. Disse apenas que ninguém seria descartado por idade ou por já ter tido oportunidades”, lembra o jogador da Inter.

O retorno à seleção brasileira acontecerá no amistoso contra a Escócia, no dia 27 de março, em Londres. Até lá, o zagueiro terá muito trabalho na Inter. A equipe está na segunda colocação do Campeonato Italiano, atrás do grande rival Milan, e perdeu a primeira partida das oitavas de final na Liga dos Campeões, contra o Bayern de Munique, Por 1 a 0, na Itália. O jogo de volta será no dia 15 de março. “Vai ser difícil, mas não é impossível”, afirma.

Confira a entrevista de Lúcio:

iG: Como foi ser chamado outra vez para a seleção brasileira, após ficar 8 meses fora?

Lúcio: Com certeza uma diferença muito grande das outras convocações. A gente já tem uma certa história dentro da seleção brasileira, mas sempre fica feliz com um chamado. O fato de já ter jogado muito, nunca foi motivo de acomodação. Eu sempre sonhava e desejava voltar à seleção brasileira. Sempre foi um prazer vestir essa camisa, representar o meu país.

iG: Você já conhecia o Mano Menezes?
Lúcio: Conheci ele em novembro de 2010, quando veio aqui na Itália conversar com os jogadores brasileiros. O que a gente percebeu é que ele é um bom treinador, pelo fato de estar assumindo a seleção jovem. Ele deixou a gente bem à vontade, o que mostrou o caráter, a boa índole que ele tem.

Getty Images
Zagueiro esteve na Copa de 2002, vencida pelo Brasil
iG:Como foi essa primeira conversa?
Lúcio: A conversa foi bem aberta, ele deixou claro que uma futura convocação dependeria da gente, do que estamos fazendo no clube. Ele falou isso para todos os jogadores. O treinador sempre convoca aqueles que ele acha que são os melhores para o momento. Quando ele veio aqui em Milão, não prometeu nada. Disse apenas que ninguém seria descartado por idade ou por já ter tido oportunidades. Ele não prometeu nada, apenas disse que estaria observando o nosso trabalho.

iG: Vocês se falaram depois desse encontro?
Lúcio: Não conversamos mais. Fiquei sabendo da convocação pelas notícias que saíram ai no Brasil. Nem conseguir falar com o Maicon (que também voltou a ser chamado). O treinamento hoje foi de manhã e não sabíamos de nada ainda, não tinha saído a convocação.

iG: Até agora, o Robinho vinha sendo o capitão, mas ele não foi chamado para esse amistoso. Você acha que pode reassumir essa função, que exercia com o Dunga?
Primeiro, estou feliz de estar voltando. Essa é uma decisão que deve ser tomada pelo Mano Menezes. O meu respeito e empenho para colaborar serão os mesmos. É uma nova linha de trabalho, novos nomes, mas posso me encaixar bem. Eu estou ali para ajudar. Me lembro que com o Dunga, ele me falou sobre ser um dos capitães já no primeiro jogo contra a Noruega (em 2006). Mas essa é uma decisão única do treinador.

iG: Mas se você fosse chamado, aceitaria?
Lúcio: Se a decisão dele for essa, quero com certeza. Eu estou ali para ajudar. Me lembro que com o Dunga, ele me falou sobre ser um dos capitães já no primeiro jogo contra a Noruega (em 2006). Mas essa é uma decisão única do treinador e vou respeitar isso.

iG: O primeiro objetivo do Mano Menezes é formar um time para a Copa América. Você está disposto a disputar essa competição? Não encontraria problema, por exemplo, de conseguir liberação do seu clube?
Lúcio: Eu sempre deixei claro que estar na seleção brasileira é um dos meus objetivos. Não vai ter nenhum problema porque os clubes vão estar em período de férias. Não me importo de ficar sem descanso. Quantas vezes já me sacrifiquei para estar na seleção.

iG: Em 2014, você terá 36 anos. Acredita que poderá jogar a Copa no Brasil?
Lúcio: É cedo ainda para falar, mas quero estar. Vai depender do percurso até lá, de como vai ser o meu rendimento e condição física. Pelo minha história, acho que consigo chegar bem fisicamente. Vários outros jogadores já atuaram em Copas com idade mais avançada que com 36 anos.

iG: Como foi a mudança na Inter, com a chegada do Leonardo?
Lúcio: Acho que a chegada do Leonardo foi boa. A reação dos jogadores também foi fundamental para a gente voltar a ter chances de disputar o título do Italiano. Os jogadores tiveram um ânimo novo e sonhamos novamente ser campeões. O trabalho está dando frutos nos jogos.

Getty Images
Lúcio tem contrato até 2012 com a Internazionale


iG: Apesar disso, vocês perderam o primeiro jogo das oitavas de final da Liga dos Campeões, em casa, para o Bayern de Munique, por 1 a 0. Ficou difícil de reverter?
Lúcio: O complicado é que perdemos em casa, mas não é impossível. É jogo de mata-mata, vai ser tudo ou nada em uma partida. O primeiro jogo foi truncado e acabamos levando um gol e complicando tudo. Agora, teremos que atuar de forma mais ofensiva. A esperança continua. Ainda não jogamos a toalha.

iG: A Inter sofreu bastante com a saída do Mourinho. O Benítez, que assumiu depois dele, ficou pouco tempo. Por que é tão difícil substituí-lo?
Lúcio: Acredito que um dos principais motivos é que ele briga, luta muito para o time dele. Isso faz com que ele ganhe os jogadores. Ele também sabe motivar as equipes muito bem e também toma as decisões duras na hora certa. Realmente, qualquer equipe sente a saída dele.

 

Notícias Relacionadas


Mais destaques

Destaques da home iG