Nei, que coleciona instrumentos musicais, revela infância difícil e passagens frustradas por Corinthians e Palmeiras

Piano e guitarra são alguns dos instrumentos musicais que Nei exibe na sala de sua casa
Rafael Antoniutti/Trato.Txt
Piano e guitarra são alguns dos instrumentos musicais que Nei exibe na sala de sua casa
Se Nei desfruta de boa fase no time do Inter , poderia estar executando diversas outras profissões caso não tivesse dado certo com a bola nos pés. Antes de começar a se destacar pela Ponte Preta em 2003, o lateral-direito trabalhou de pedreiro (quando tinha 9 anos), garçom (aos 15) e até segurança (perto de completar 18). Paralelamente ao gosto pelo futebol, ele também é um apreciador da música.

Em sua casa, que fica a menos de três quilômetros do Beira-Rio, o jogador tem dois passatempos preferidos: o videogame, onde participou até de um desafio com o iG , e a música.

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A sala de Nei é cheia de instrumentos musicais: são 13 violões, mais algumas guitarras, um baixo, um piano, um saxofone e um cajon. Porém, além de ostentar os instrumentos, ele também aprendeu sozinho a tocar todos eles. O único que ainda admite alguma dificuldade é o saxofone.

“E difícil, tem que saber assoprar. Fico um pouco tonto”, diz.

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Hoje firmado como titular do Inter, Nei não tinha a mesma condição quando começou a se aventurar no futebol. Quando ainda criança, em Bragança Paulista, jogava de pés descalços e só usava uniforme e tênis quando ganhava de presente. Chegou a passar por Palmeiras e Corinthians , sem muito destaque.

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Nei abriu as portas de sua casa para o iG . Confira a entrevista e conheça um pouco mais sobre o dono da camisa 4 no Beira-Rio:

iG: Você teve uma infância difícil?
Nei:
Foi uma infância difícil, minha família era humilde. Eu jogava bola, com uma bola de meia que minha mãe fez. Sempre gostei de treinar futebol desde pequeno, não tinha videogame. Então a brincadeira era na rua mesmo.

iG: Passou dificuldades?
Nei:
Foi complicado, somos de família humilde, chegamos a passar fome. Eu trabalhei desde pequeno. Fui garçom, servente de pedreiro, segurança. Tenho orgulho de dizer que fiz isso. Conseguimos vencer sem precisar fazer nada de errado.

Nei comemora boa fase pelo Inter: Fez golaço contra o Santos, pela Libertadores
Alexandre Lops/AI Internacional
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iG: Como surgiram as primeiras oportunidades no futebol?
Nei:
Sempre gostei de futebol desde criança. Jogava na escola. Quando eu tinha 12 anos, abriu uma quadra de futebol society do lado da minha casa. Eu só pulava o muro e já estava dentro da quadra. Fiz amizade com o pessoal e estava sempre jogando. Ganhei muitos tênis e roupas ali. O pessoal tinha um nível financeiro melhor que o meu. Comecei jogando descalço, a galera começou a me dar as coisas. Foi bom. Aprendi muita coisa ali.

iG: Imagino que você não sonhava em ser lateral-direito no início da carreira?
Nei:
Eu jogava na meia. Fazia essa função no Bragantino, Palmeiras e na Ponte. Aí na Ponte o lateral machucou e eu fui jogar na lateral.

iG: Como foi essa caminhada no futebol até chegar ao Inter?
Nei:
Joguei no infantil do Palmeiras, fiquei um ano e saí. América-MG fiz um teste, fiquei duas semanas e fui embora. Corinthians fiquei em 2005, saí da Ponte com uma ação na justiça, mas acabei não jogando porque a Ponte entrou na justiça. Fiquei sete meses só treinando. Aí voltei pra Ponte. Fiquei três anos no Atlético-PR e fui pro Inter.

iG: Você foi campeão da Libertadores pelo Inter. É sua melhor fase na carreira?
Nei:
Costumo não falar em melhor ou pior fase. Você não sabe o que pode acontecer amanhã. Acho que tive grandes momentos no Atlético, a torcida sempre me apoiou, sempre tive muita moral lá. Aqui também não foi diferente, ganhei títulos importantes aqui. Acho que a melhor fase foi aqui.

null iG: Quais são os seus divertimentos além do futebol?
Nei:
Gosto de música, de estar com a família. Gosto de jantar fora. Se me encontrar fora de casa, é em restaurante, churrascaria, gosto muito de restaurante japonês. Estou sempre tocando violão ou no videogame.

iG: Quem chega na sua casa, acha que mora algum músico por aqui. Tem violão, guitarra, baixo, piano...
Nei:
Todo mundo fala isso. Acha que a é a casa de um músico. Mas foi algo que aprendi para relaxar. Prefiro pegar o violão, tocar, tirar o futebol da cabeça. Toco violão, guitarra, baixo, piano. Estou aprendendo o cajon por causa do Tinga, um pouco de gaita. Peguei o sax pra aprender. Aprendo tudo sozinho. O saxofone está complicado, é difícil, tem que saber assoprar. Fico um pouco tonto. Pego tudo na internet. Quem gosta, vai atrás.

São muitas as bandas de rock que agradam Nei. O Metallica é uma das preferidas. Na playlist do lateral colorado também tocam Pink Floyd, Guns N´Roses, Foo Fighters e System of a Down.

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