Morumbi terá cobertura com espaço para arena de shows. Com isso, espera rivalizar com a Arena Palestra

Com a cobertura e o dispositivo, Morumbi também terá uma arena
Guilherme Tosetto, iG São Paulo
Com a cobertura e o dispositivo, Morumbi também terá uma arena
De olho nos shows e também em tentar rivalizar com o Palmeiras , o São Paulo acertou com uma empresa de evento a parceria para reformar o Estádio do Morumbi. O clube esconde o nome do vencedor da concorrência, mas a favorita é a Times for Fun. Além dela, a GEO Eventos e também a XYZ Live estão no páreo. Apesar de todo mistério, a diretoria são-paulina fala em um acordo de até R$ 120 milhões, mas não revela que parte da renda com shows será redirecionada para o parceiro.

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Além de pagar a cobertura, o valor servirá para a construção de um dispositivo que "cria" uma arena atrás do gol, com capacidade de até 25 mil pessoas. A ideia é idêntica à que a WTorre teve no projeto da Arena Palestra, onde um anfiteatro pode ser usado atrás do gol sem interferir na rotina do estádio. No evento que celebrou a parceria com a AEG, aliás, empresários do mundo do entretenimento diziam que este detalhe era a “cereja do bolo” do novo local em Perdizes.

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Arena Palestra terá concorrência do Morumbi
Reprodução
Arena Palestra terá concorrência do Morumbi
Com o novo projeto e com a parceria com uma empresa de eventos, o São Paulo espera seguir como polo de atração dos grandes shows, e continuar a lucrar com este tipo de apresentação.

Na WTorre, há uma preocupação com a concorrência, mas o medo é minimizado por causa do poder de compra no mercado exterior abaixo do que a AEG tem. E usam exemplo: a XYZ Live trouxe Justin Bieber para o Brasil, mas precisou pagar para a AEG por isso, já que o artista tem contrato com a gestora norte-americana, que também comandará com exclusividades os programas na Arena Palestra.

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À margem de tudo isso fica o estádio do Corinthians, que terá investimento público, mas é o que menos tem chance de receber grandes shows por causa de sua localização. Até por isso, a AEG rompeu uma série de acordos que tinha com a Odebretch pelo resto do país para assinar com a WTorre apenas em São Paulo.

Sabendo que seu estádio ficará em desvantagem neste sentido, Andrés Sanchez e o vice-presidente de marketing, Luís Rosenberg, adotam o discurso de que “só o Timão jogará na nossa casa” e “nós não precisamos de shows para sobreviver”. É fato, no entanto, que os times que sabem adotar este modelo lucram muito mais. É assim em todos os estádios do mundo e no Brasil não é diferente.

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Para tentar engrandecer a celebração do contrato, o São Paulo esconde o parceiro e diz que revelará apenas em evento nos próximos dias. Além de voltar a ficar bem com o mercado de shows, o time do Morumbi espera minimizar o problema do barulho dos eventos com a nova cobertura. Resta agora passar pela imposição da associação de bairros, que reclama dos inconvenientes causados pelos shows na região.

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