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Futebol
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De execrado a ídolo, Mariano é retrato fiel do Fluminense

Lateral, que quase deixou o clube, passou de criticado a jogador de seleção em um ano, bem como o seu time, quase rebaixado em 2009 e agora com a mão na taça

iG São Paulo |

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Quando chegou ao Fluminense, em janeiro de 2009, Mariano tentava se recuperar do maior baque sofrido na carreira, que começou no Guarani, adversário de domingo, no Engenhão, pelo título brasileiro deste ano. Em 2008, fora demitido do Atlético-MG por indisciplina. Flagrado ao lado de Calisto e Lenílson na noite paulistana antes de uma partida contra o Palmeiras, quando deveria estar na concentração, não teve como driblar a justa causa imposta pelo então diretor de futebol do clube mineiro, Alexandre Faria. A mão que bateu forte também abriu a porta para uma segunda chance. Faria acabou sendo contratado pelo Fluminense em dezembro, para ocupar o lugar de Branco, e trouxe Mariano para as Laranjeiras.

O início foi bastante complicado. Com Renê Simões e depois Carlos Alberto Parreira, o time não se saiu bem no Estadual e, no Campeonato Brasileiro, a situação se tornou crítica. A constância na zona de rebaixamento incinerava reputações de jogadores e Mariano era um dos mais criticados. Por pouco não trocou o Rio por Santa Catarina. Mas a chegada de Cuca mudou não só a situação da equipe, como também a do lateral-direito. A arrancada que impediu o rebaixamento fez de alguns dos execrados, ídolos, entre eles o camisa 2.

No início realmente tive algumas dificuldades para me adaptar ao Rio de Janeiro e ao Fluminense. Sofri calado com as críticas, mas sabia que poderia dar a volta por cima. Não conseguia ter uma sequência de jogos e os resultados do time só pioravam a situação. Quase deixei o clube e fui para o Figueirense, mas o destino quis que eu permanecesse e hoje sou muito grato ao Fluminense e as pessoas que me apoiaram naquele momento. Acredito que a confiança foi o segredo para que eu pudesse conseguir fazer o meu melhor, disse ao iG.

Com um futebol rápido e objetivo, Mariano conquistou a torcida, o Fluminense, com quem renovou o contrato por mais quatro anos, e também o técnico Mano Menezes. No fim da trajetória das vaias aos aplausos, encontrou o seu pote de ouro: chegou à seleção brasileira. Para o Fluminense, Mariano é hoje o fiel retrato da recuperação de uma equipe que, em um ano, largou o desespero de um novo rebaixamento para a Série B para terminar 2010 com enormes chances de tirar de um dos times mais populares do país o título brasileiro no ano do seu centenário. O Corinthians, de Ronaldo e Roberto Carlos, não depende mais apenas de suas forças para ficar com a taça.


Sei que a Seleção Brasileira é muito concorrida, mas tinha esperanças pela boa temporada que venho fazendo. Fiquei emocionado quando soube da notícia e comecei a ligar para meus familiares, que moram em São Paulo. Foi um momento de muita alegria e comemoração. Acho que Daniel Alves e Maicon serão sempre concorrentes, assim como Rafael, do Manchester United. Mas o Brasil está sempre revelando novos talentos e com certeza surgirá mais jogadores, analisou.

Mariano considera fundamental o fato de o Fluminense não ter liberado Muricy Ramalho para comandar a seleção, ao contrário do que o Corinthians fez com o Mano Menezes. Muricy é um grande treinador e dispensa comentários. A permanência dele foi fundamental, pois não interrompeu um trabalho que estava dando certo. Quando chegou o convite para ele, tínhamos acabado de assumir a liderança do Brasileiro e com certeza poderia gerar uma instabilidade em nosso time. Muitas pessoas acham que Muricy é um cara complicado e emburrado, mas quem convive no dia a dia com ele sabe que não é nada disso. Ele cobra muito dos jogadores, mas faz isso buscando sempre tirar o nosso melhor. Só tenho o que agradecer a ele pela confiança no meu futebol. Ele é um treinador que gosta de trabalhar fundamentos, como passes e cruzamentos. Isso na hora do jogo acaba fazendo diferença, disse.

Ele ressaltou a força do plantel tricolor. Base para que o time, mesmo com desfalques, desse conta do recado. A importância de ter um elenco e não apenas um time é que fez a diferença. As lesões atrapalharam, mas conseguimos nos manter nas primeiras colocações com muita garra e determinação. Jogador que veste a camisa do Fluminense tem sempre que pensar em títulos. Os jogadores que estão no clube hoje pensam dessa maneira e sempre acreditamos. Começamos a ver que era possível quando conseguimos nos manter no topo mesmo diante de tantas dificuldades.

Para Mariano, o sofrimento dos torcedores que dormiram em filas para disputar as 30.170 entradas colocadas à venda para a partida deste domingo não será esquecido na hora de entrar em campo. Um dos torcedores morreu após passar mal na fila das Laranjeiras. Sabemos que é muita gente atrás de poucos ingressos, mas a torcida pode ter certeza que nós vamos nos entregar ao máximo para dar essa alegria a eles e compensar todo o esforço. Muitos dormiram na fila para ter a chance de nos ver jogar domingo. Isso com certeza nos motivará ainda mais. A força da nossa torcida é importante demais.

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