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Técnico Renato Gaúcho defendeu grupo de jogadores após derrota na Libertadores

Os seis jogadores machucados (Edilson, André Lima, Junior Viçosa, Bruno Collaço, Lúcio, Victor) e o um suspenso (Rodolfo) reduziram as opções de Renato Gaúcho e, após a derrota para o Universidad Católica , levantram a questão: o grupo do Grêmio tem quantidade e qualidade para ser campeão da Libertadores?

Embora a direção e o treinador mantenham o otimismo, a realidade é dura. Além dos desfalques, o Grêmio vendeu Jonas e Paulão e não conseguiu renovar com Fábio Santos. Pior: apenas Rodolfo, um dos cinco jogadores contratados, conseguiu se firmar como titular. Escudero, Carlos Alberto, Vinícius Pacheco e Lins patinam na reserva. E nenhum novo reforço veio para o mata-mata .

Renato adota a postura de defender o elenco publicamente e de confiança na classificação às quartas de final da Libertadores e de conquista do Gauchão. Mesmo que, em algumas respostas, dê a entender que trabalha com o material humano que tem.

"O que vocês (repórteres) querem que eu diga? Defenderei sempre os meus jogadores. O elenco é bom e passou da primeira fase da Libertadores, ganhou o primeiro turno do Estadual e está na final do segundo. Não adianta lamentar perdas ou a falta de contratações", disse Renato.

Para o treinador, o momento não é de "atirar para todos os lados" ou "criticar A, B ou C". E, sim, de motivar os jogadores. Porém...

"Meu trabalho é preparar e levantar a cabeça dos atletas. Quando terminar o Gauchão e a Libertadores, é outro departamento. Até lá cobrarei as correções necessárias", admitiu o técnico.

O presidente Paulo Odone não concordou com a avaliação de que a direção não reforçou o grupo de jogadores:

"Podemos ganhar a Libertadores com este plantel. Agora, com faixa ou sem faixa, vamos avaliar o grupo após a nossa participação".