Convocado para a seleção brasileira, atacante revela que levou um susto quando chegou na base do Inter

Foi o técnico Celso Roth quem avisou o jogador sobre o chamado para a seleção
Gabriel Cardoso
Foi o técnico Celso Roth quem avisou o jogador sobre o chamado para a seleção
Leandro Damião conseguiu uma rápida virada na carreira. Há dois anos, no início de 2009 ele tentava chamar a atenção no modesto Atlético de Ibirama-SC, agora foi convocado para a seleção brasileira . Depois de marcar 11 gols no Campeonato Catarinense daquele ano ele conseguiu um contrato de experiência com o Inter . Quando chegou, se assustou com o que viu.

“Cheguei no Inter emprestado por 3 meses no time júnior e olhei e disse que eles pareciam androides, porque jogavam muito, não erravam passe. Então procurei agarrar as oportunidades. O time B me ajudou muito, a diretoria confiou em mim e sempre busquei o meu espaço”, revelou.

Naquela época ele era apenas um das dezenas, talvez centenas de garotos que o Inter contrata por ano. Ainda na primeira temporada conseguiu espaço no time B, sendo o artilheiro na campanha vitoriosa da Copa Federação Gaúcha de Futebol.

“O Inter faz um trabalho muito forte na base. Prepara fisicamente e tecnicamente. O Inter faz trabalho por posição”, disse. Damião treinou durante um período com Ortiz, ex-jogador de futsal, e que aconselha e prepara atacantes do clube.

Em 2010 ele ganhou uma chance como titular nas primeiras rodadas do Campeonato Gaúcho. Enquanto os principais jogadores estavam de férias, o time B jogava o estadual. Damião se destacou, marcou gols e foi integrado ao grupo principal pelo técnico Jorge Fossati.

“Quando vim para o Inter eu sabia que era uma porta aberta. Chegar na seleção é o sonho de qualquer jogador. É uma vitória pessoal, do apoio da família, e de todos que confiaram em mim”, contou.

O atacante diz que nem pensa em uma transferência para o futebol estrangeiro. O Inter renovou, em janeiro, o contrato dele até 2016. A cláusula de rescisão é de 50 milhões de euros (R$ 115 milhões). Ele ainda revela que os companheiros de time já previam o seu chamado para representar o Brasil.

“Penso no Inter, em aproveitar todos os jogos que tenho. Quero sempre melhorar. Se chegar proposta quem decide é a diretoria. Eu só penso no Inter e quero o melhor para o Inter. Tinham brincadeiras dentro do grupo. Os jogadores falavam “desse jeito você vai chegar na seleção”. Admiro o Ronaldo, o Romário, todo mundo sonha em ser igual eles”, finalizou.

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