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Da Série B ao título brasileiro, Andrés deixa Corinthians em alta

Presidente passa o bastão para sucessores com o clube bem melhor do que encontrou

Bruno Winckler, iG São Paulo |

O título é do Corinthians. O quinto brasileiro da sua história centenária. Um em muitos importantes. Mas a taça que o clube conquistou neste domingo contra o rival Palmeiras é mais do que um título. É confirmação de que a tarefa a que Andrés Sanchez se propôs fazer em 2007, quando assumiua presidência do clube em meio a desmandos do antecessor, dívidas e com o time na Série B, deu certo.

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“Consegui em três anos a maior receita de clubes da América Latina, mas deixo para a imprensa fazer o julgamento (da minha gestão). Errei bastante, mas tive mais acertos do que erros. Algumas decisões não foram certas, mas me sinto vitorioso, um corintiano orgulhoso. Tudo aquilo que falei que ia fazer, consegui a maioria. Nunca prometi titulo, prometi reestruturação administrativa e financeira”, disse o presidente, antes da confirmação do título neste domingo.

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De 2007 a 2010, o Corinthians ampliou seu faturamento de R$ 63 milhões para R$ 177 milhões (não consideradas as transferências de jogadores). A dívida aumentou, foi de R$ 99 milhões para R$ 122 milhões, mas hoje o clube arrecada mais do que deve.

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"Nossa política foi de fazer um time competitivo e administrarmos a dívida", diz o diretor de finanças do clube, Raul Corrêa da Silva. "Quando assumimos, tínhamos R$ 100 mi de dívida e R$ 60 mi de receitas totais. Isso mudou substancialmente, agora nosso faturamento é muito superior ao valor do endividamento, que está sob controle”.

Com CT moderno, arrecadação recorde e até estádio, clube consegue obter em campo o resultado do que plantou fora dele, avalia Andrés. “Só vão sobressair os clubes que estiverem bem administrados e que oferecerem o melhor para os atletas. Demorou para o Corinthians perceber isso, mas modéstia à parte, acho que o time está no caminho certo”, disse Andrés.

Com a estrutura montada, a base do time mantida e a política de não mudar a comissão técnica ao toque da primeira crise, Andrés conta que em alguns anos todo o investimento feito renderá o sonhado título da Libertadores. “Temos que nos acostumar a jogar a Libertadores. Com um time competitivo todo ano, vamos jogar sempre e uma hora a gente ganha”, diz.

A "missão Libertadores” ficará para seu sucessor. Em dezembro, quando Andrés passará a exercer o cargo de diretor de seleções da CBF, quem assumirá o clube por dois meses será Roberto de Andrade, antes das eleições de fevereiro, quando Mário Gobbi tentará dar continuidade ao “estilo Andrés” de administrar.

Caso Gobbi vença a eleição contra o concorrente Paulo Garcia, ele terá em Andrés um aliado e conselheiro. “Nunca vou abandonar o Corinthians, principalmente se eu fizer o meu sucessor. A responsabilidade (de eleger Gobbi) é até maior do que ser presidente. Vou para uma coisa maior que é a seleção, algo importante perto da Copa do Mundo, mas não posso me furtar. Corinthians é Corinthians”, disse o presidente corintiano.

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