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Cruzeiro se prepara para "armadilhas" de La Plata, na Argentina

Time mineiro já se perdeu no caminho para o estádio e até enfrentou um surto de gripe suína na cidade

Frederico Machado, iG Belo Horizonte |

Reuters
Torcedora do Estudiantes compareceu ao jogo em La Plata em 2009 com máscara por conta do surto de gripe suína
Além das dificuldades contra os melhores times dos países da América do Sul, os clubes brasileiros sabem que na disputa da Libertadores alguns fatores extra-campo podem fazer a diferença. O próximo duelo do Cruzeiro, na quarta-feira da semana que vem, na competição é contra o Estudiantes, da Argentina, em La Plata. Nas duas vezes que visitou a cidade argentina na Libertadores de 2009, o time mineiro passou por situações inusitadas.

A primeira partida foi válida pela fase de grupos em 2009. No caminho para o estádio Ciudad de La Plata, o ônibus com a delegação cruzeirense se deparou com uma manifestação da população argentina na estrada. Para evitar o trânsito por conta desse protesto (nada relacionado a futebol), a escolta local conduziu o ônibus a um percurso maior. Só que nesse trajeto a própria escolta errou o caminho, aumentando o tempo da viagem.

Na ocasião, o Cruzeiro acabou chegando ao estádio cinco minutos antes da partida (o normal é que os jogadores cheguem com uma hora de antecedência). Para minimizar o atraso, os jogadores se aqueceram e se trocaram no próprio gramado. O jogo começou 20 minutos depois do previsto e foi nítido como os jogadores sentiram a confusão. O Cruzeiro acabou goleado por 4 a 0 pelo Estudiantes. “Não fomos punidos pela Conmebol pois foi um erro do próprio pessoal da Argentina que estava fazendo a escolta”, revela o diretor de comunicação do Cruzeiro, Guilherme Mendes.

O time mineiro voltou à La Plata ainda em 2009, só que para fazer a primeira partida da final da Libertadores contra o mesmo Estudiantes. Vários países da América do Sul passavam por um surto de gripe suína, entre eles a própria Argentina. A comissão técnica montou uma verdadeira operação para ficar o menor tempo possível no país e evitar o contato com cidadãos argentinos, já que poderiam estar infectados.

“Na semana da partida, o ministro da saúde da Argentina anunciou que mais de 100 mil pessoas no país já estavam infectadas. Fretamos um avião, chegamos ao país na véspera do jogo, fechamos um andar do hotel e nem treinamos no campo do Estudiantes”, lembra-se Guilherme Mendes.

A notícia da gripe suína chegou aos ouvidos dos atletas, que ficaram apreensivos. “Muitos tinham filhos e ficaram com medo de contrair a doença e depois passar para suas famílias. O Jonathan (hoje no Santos) foi quem mais se preocupou”, concluiu Guilherme Mendes. Apesar da preocupação, nenhum jogador acabou contraindo a doença na ocasião.

Programação
A delegação cruzeirense deixa o Brasil na próxima segunda-feira, no fim da manhã. O time faz uma escala em São Paulo e segue para Buenos Aires, com previsão de chegada já no fim da tarde. Na terça-feira, a equipe deve fazer um treino de reconhecimento no estádio da partida, em La Plata.
 

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