Dois maiores times de Minas Gerais deixaram Sete Lagoas durante momento complicado no Brasileirão

Nessa sexta-feira, o Cruzeiro embarca para Uberlândia para a partida contra o Avaí , no próximo sábado. O time mineiro segue o exemplo do maior rival, o Atlético-MG , que deixou de mandar alguns jogos na Arena do Jacaré e foi para Ipatinga durante a má fase no Brasileirão. Os clubes juram que o motivo foi o maior lucro com bilheteria, mas a “fuga” para o interior acabou sendo uma estratégia contra a pressão das torcidas.

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A diretoria do Cruzeiro afirma que a ida para Uberlândia não tem nada a ver com o atual momento do time, que vem de quatro derrotas seguidas. “Não tem nada a ver com o momento do time e nem com pressão da torcida. Tínhamos um compromisso com a cidade e com a Prefeitura de voltar lá desde o ano passado. Uma retribuição pelo carinho que recebemos lá em 2010. Além da questão da bilheteria”, explicou o diretor de comunicação do time, Guilherme Mendes. No ano passado, o Cruzeiro fez seis jogos na cidade do Triângulo Mineiro no Brasileirão, com quatro vitórias e duas derrotas.

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O Parque do Sabiá tem capacidade maior que a Arena do Jacaré e o campo fica mais distante das arquibancadas, evitando pressão direta dos torcedores como no estádio de Sete Lagoas. Além do duelo contra o Avaí, o Cruzeiro enfrenta o Ceará no Parque do Sabiá, no dia 20 de agosto.

O meia Montillo sabe que a pressão será grande, mesmo em Uberlândia. “Quando uma torcida se acostuma a ganhar e os jogadores não podem dar essa alegria, ela vai vaiar. Em Uberlândia vai ser do mesmo jeito. Sabemos que vamos jogar com a pressão do time não ganhar há quatro rodadas. Não temos como escapar disso e temos que vencer”, disse o argentino.

Torcedores do Atlético-MG protestaram no aeroporto por causa da má fase do time no Brasileirão
AE
Torcedores do Atlético-MG protestaram no aeroporto por causa da má fase do time no Brasileirão
Coincidência?
Os últimos quatro jogos dos Atlético-MG como mandante foram em Ipatinga, com apenas uma vitória (contra Fluminense) e três derrotas (para Vasco, Figueirense e Botafogo- esse último jogo pela Sul-Americana). Realmente os públicos na cidade do Vale do Aço foram satisfatórios, com ingressos esgotados em duas ocasiões (veja tabela).

Na época em que decidiu mandar os jogos na cidade, o time atleticano vinha de duas goleadas sofridas. Segundo o diretor de futebol do Atlético-MG, Eduardo Maluf, a saída de Sete Lagoas em um mau momento foi uma coincidência . “Isso coincidiu (momento ruim e jogo fora de Sete Lagoas), pois o pedido foi feito antes do jogo. E podemos sair de um lugar onde a paciência está pequena para ir a outro em que sempre somos bem recebidos. A torcida do Atlético em Ipatinga é muito grande. Isso já estava programado desde antes do jogo contra o Inter”, afirmou o cartola atleticano.

Do ponto de vista da renda, a estratégia deu certo, já que o Ipatingão recebeu bons públicos, com ingressos esgotados em dois jogos. Por outro lado, o desempenho do time está abaixo do esperado, com três derrotas e uma vitória no Vale do Aço. O time ainda enfrenta o Corinthians na cidade.

Atlético-MG em Ipatinga Público
Atlético-MG 1 x 2 Vasco (Brasileirão) 16.100 pagantes
Atlético-MG 1 x 0  Fluminense (Brasileirão) 16.100 pagantes
Atlético-MG 1 x 2 Figueirense (Brasileirão) 15.689 pagantes
Atlético-MG 1 x 2 Botafogo (Sul-Americana) 9.583 pagantes

*com Victor Martins

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