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Cruzeiro e Atlético-MG fazem clássico mais emocionante do século

Desde o Brasileiro de 1999 que uma partida entre os dois rivais não tinha uma carga dramática tão grande

Frederico Machado e Victor Martins, iG Belo Horizonte |

O clássico entre Cruzeiro e Atlético-MG vai ser o de número 425, pelas contas celestes, ou então ou de número 472, pelas contas alvinegras. Se os números são divergentes, a emoção da partida deste domingo, às 17h, pela última rodada do Campeonato Brasileiro, é igual para os dois lados. Enquanto o Cruzeiro conta com a sua torcida para não ser rebaixado, o Atlético-MG quer uma vaga na Sul-Americana e de quebra empurrar o rival para a Série B . Uma semana comentada por torcedores, jornalistas e jogadores. Tudo o que cerca o clássico, faz com que a partida seja a mais especial desde 1999, quando Atlético-MG e Cruzeiro se enfrentaram pelas quartas-de-final do Brasileirão. Na ocasião o time alvinegro levou a melhor e seguiu na competição.

Veja também: Atlético-MG é o 13º e o Cruzeiro é o 16º colocado. Veja a classificação

Assim como aconteceu antes da partida contra o Internacional (quando venceu por 1 a 0), o Cruzeiro viajou para Atibaia, em São Paulo , para manter o grupo focado e concentrado para a decisão diante do maior rival. Com uma vitória, o time afasta o temido rebaixamento, que assombrou a equipe durante todo o péssimo segundo turno do Brasileirão.

Leia também: Atlético-MG nega facilitar o jogo para evitar a queda do Cruzeiro

O volante Fabrício quer apagar a má impressão deixada durante a temporada com uma vitória para livrar o Cruzeiro do rebaixamento. “Acho que a temporada é muito ruim e para ser esquecida. Temos o último jogo para a gente tentar apagar o Campeonato ruim que a gente fez e não pensar no pior que pode acontecer. Tem que entrar para ganhar, temos condições e vamos trabalhar para isso”, disse o jogador, que deve realizar sua última partida pelo Cruzeiro, já que não renovou seu contrato até aqui.

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Para o duelo decisivo contra o Atlético-MG, o técnico Vágner Mancini perdeu três jogadores fundamentais: Fábio, Montillo e Marquinhos Paraná levaram o terceiro amarelo contra o Ceará e não jogam. “Confio muito nas peças que vão entrar. Quero um Cruzeiro que mostre desde o início que quer ganhar, ficar na primeira divisão. Espero uma equipe com postura, uma maneira de jogar que empolgue o torcedor e faça com que cheguemos aos três pontos”, avaliou o treinador cruzeirense.

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O meia Roger assumiu a responsabilidade pela criação das jogadas no lugar de Montillo . “Vamos tentar fazer o papel dele ( Montillo ), lógico que eu não sou o mesmo jogador, não tenho a mesma idade, a mesma vitalidade. Mas posso ter alguma coisa a mais que ele. Sai um craque e entra um com um pouquinho a mais de experiência, mas com a mesma vontade de sair vencedor também”, disse o armador carioca.

nullNo turno: Montillo brilha no clássico e Cruzeiro bate o Atlético-MG

No gol, o jovem Rafael diz estar preparado para atuar no lugar do maior ídolo do Cruzeiro, o goleiro Fábio. “Esse é o jogo mais importante da minha carreira. A oportunidade não escolhe o dia de aparecer. Já tive outras chances, em jogos teoricamente com menos pressão. Todo mundo entra em campo para fazer o melhor, independentemente do jogo. Entro da mesma maneira contra o Atlético-MG agora. Não tem como escolher a oportunidade, só trabalhar para quando ela surgir”, afirmou Rafael.

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O ambiente em cada CT neste sábado mostrou bem como está cada equipe. Enquanto o Cruzeiro fechou o treino e faz mistério, o Atlético-MG abriu as partidas da Cidade do Galo e mais de 200 torcedores incentivaram o time. É com esse clima que a equipe alvinegra vai para a decisão deste domingo. O curioso é que Cuca pode se rebaixar, já que ele foi o primeiro treinador celeste no campeonato de 2011.

“Temos que tomar cuidado com tudo que a gente faz e fala. Ontem eu estava no Cruzeiro decidindo título brasileiro e, no meio deste ano, sendo campeão. Mas hoje somos adversários, não inimigos. Vou fazer meu máximo para vencer , mas sempre respeitando o outro lado”, disse o técnico Cuca, que comandou o Cruzeiro nas cinco primeiras rodadas do Brasileiro.

Leia também: Cuca foca alegria do Atlético-MG e não a tristeza do Cruzeiro

Durante a semana muito se falou sobre a possibilidade de o Atlético-MG facilitar o jogo para o Cruzeiro, já que o time alvinegro não tem mais chances de ser rebaixados. Envolvimento do patrocinador , políticos e até incentivo financeiro foram comentados, mas tudo desmentido pelo presidente Alexandre Kalil . O Atlético-MG não quer perder uma chance que pode ser única, de mandar o rival para a Série B.

“Os torcedores do Cruzeiro me pediram para aliviar, para o time não ir com força máxima, pois eles precisam dos três pontos para permanecer na Série A. Mas não podemos aceitar esse pedido , temos que honrar essa camisa e trabalhamos para isso”, disse o jovem Bernard .

FICHA TÉCNICA – CRUZEIRO X ATLÉTICO-MG

Local: Arena do Jacaré (MG)
Data: 4 de dezembro de 2011, domingo
Horário: 17h (de Brasília)
Árbitro: Marcelo de Lima Henrique (RJ)
Assistentes: Carlos Berkenbrock (SC) e Júlio César Rodrigues Santos (RS)

CRUZEIRO: Rafael; Léo, Naldo, Victorino e Diego Renan; Leandro Guerreiro, Charles, Fabrício e Roger; Wellington Paulista e Anselmo Ramon.
Técnico: Vágner Mancini.

ATLÉTICO-MG: Renan Ribeiro; Serginho, Réver, Leonardo Silva e Richarlyson; Pierre, Fillipe Soutto, Carlos César e Bernard; Daniel Carvalho e André.
Técnico: Cuca.

Leia tudo sobre: Atlético-MGBrasileirão 2011Cruzeiro

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