Publicidade
Publicidade - Super banner
Futebol
enhanced by Google
 

Cruzeiro culpa governo de MG por salários atrasados e crise

Diretoria justifica momento financeiro ruim às obras nos dois estádios da capital, mas diz que já pagou atletas

Frederico Machado, iG Belo Horizonte |

Vipcomm
Gilvan de Pinho Tavares disparou contra o governo de Minas Gerais por conta das obras nos estádios
A situação financeira do Cruzeiro no início de 2012 é "horrível", como classifica o próprio presidente do clube. O time atrasou os salários de dezembro e culpa o governo do Estado de Minas Gerais pela crise, já que os dois estádios de Belo Horizonte foram reformados simultaneamente para a Copa do Mundo de 2014.

Leia também: Roger critica salários atrasados no futebol brasileiro

Na última semana, o gerente de futebol do Cruzeiro, Valdir Barbosa, compareceu à sala de imprensa da Toca da Raposa II e assumiu que houve um atraso de quatro dias úteis no pagamento do mês de dezembro. No fim do ano passado, o então presidente  Zezé Perrella declarou na posse do seu sucessor que o clube fechava os dois últimos anos com um prejuízo de cerca de 30 milhões de reais.

Em entrevista exclusiva ao portal iG, o presidente do clube. Gilvan de Pinho Tavares, afirmou que a dívida já foi quitada com os jogadores e aproveitou para se justificar pelo atraso. "Estamos fazendo o que é possível fazer. Havíamos perdido a torcida nos anos anteriores. Tínhamos um projeto de sócio de futebol vitorioso, mas houve o desserviço do governo do Estado de desativar os dois estádios da capital (Mineirão e Independência) ao mesmo tempo. Além disso, disseram que fariam uma reposição desse prejuízo aos clubes. Não honraram esse compromisso e passamos por essa dificuldades que vivemos até hoje", afirmou o presidente cruzeirense. Tanto Mineirão quanto Independência foram fechados para reformas ao mesmo tempo, com os clubes da capital tendo que mandar suas partidas em Sete Lagoas.

O mandatário cruzeirense reconhece o momento financeiro complicado. "Através de muito empenho, estamos tentando sobreviver a esse momento horrível criado pelo governo do Estado", disparou Gilvan de Pinho Tavares.

O governo do Estado de Minas Gerais foi procurado para se pronunciar sobre as declarações do presidente cruzeirense, mas não se manifestou.

Reprodução/ Twitter
Bobô causou polêmica ao postar mensagem no Twitter e depois apagar
Engano?

O atraso de salário  gerou situações polêmicas no clube. Na última sexta-feira, o atacante Bobô postou em seu Twitter a seguinte mensagem: "Prometeram para hoje e nada". O post logo ganhou destaque na rede social, como se a promessa fosse relativa ao débito dos salários. O jogador logo apagou a mensagem e depois tentou explicar-se para os torcedores que o questionaram, dizendo que havia sido mal interpretado e que se referia a outros assuntos particulares.

Já o meia Roger também não quis assumir publicamente que os salários continuam atrasados, mas deixou no ar uma crítica à diretoria. "Difícil falar sobre isso. Parece que você está reclamando. Somos profissionais como outros quaisquer. Temos contas, compromissos a serem quitados. Escutamos na rua: 'Ah, eles ganham bem'. Alguns ganham bem, têm reserva para esse tipo de problema. Mas outros vivem no limite", afirmou o experiente meia.

O atleta afirmou que esse tipo de situação é inadmissível no futebol brasileiro. "Hoje em dia não cabe esse tipo de situação, atrasar salários. Sabemos que o futebol aumentou um pouco o preço, pessoal ganhando mais. Mas ganhamos bem para nos sustentar", concluiu o armador cruzeirense.

Entre para a torcida virtual do Cruzeiro e comente a situação financeira do clube

Leia tudo sobre: Cruzeirosalários atrasadosgoverno de MG

Notícias Relacionadas


Mais destaques

Destaques da home iG