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Jogadores evitam a palavra em suas coletivas e comparam momento com diversas situações do cotidiano

Muitas pessoas acreditam na força das palavras, que elas têm o poder de trazer boas ou más energias quando ditas. Os jogadores do Cruzeiro parecem aderir a essa ideia, já que escutar a palavra "rebaixamento" na Toca da Raposa II tem sido fato raro, mesmo com o time a apenas dois pontos da perigosa zona. Para evitar a maldita palavra, os atletas abusam das metáforas.

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O volante Fabrício , que deve voltar ao time contra o Flamengo, no Rio de Janeiro, comparou o atual momento do time a um pesadelo. "É um pesadelo que não quer acabar ne? Mas a gente sabe que é duro mesmo, todos os jogos são muito difíceis, e a luta vai ter que ser até o final. Mas o time está perseverando, acho que tem feito boas partidas. Vamos para lá respeitando o Flamengo, que é um time que está brigando na ponta. Mas somos o Cruzeiro e temos que procurar a vitória", afirmou o volante.

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Já o goleiro Fábio foi perguntado sobre em qual situação o time sofre mais pressão, se na luta pelo título ou contra o rebaixamento. Na resposta, disse que evitar a queda é como estar em uma areia movediça. "A pressão é muito maior em quem está disputando para não cair. Disputando o titulo, às vezes não tem o resultado, fica chateado, pois está almejando mais um troféu. Mas sabe que na próxima pode ganhar e a rodada favorecer. Na briga pelo descenso, não tem o resultado e os outros podem não ajudar. E até ganhando, dependendo da situação na tabela, as outras equipes ganham também e vira um areia movediça que você quer sair e ela te puxa para baixo. Jogar para não cair é mais desgastante e cansativo em termos psicológicos", disse o capitão cruzeirense.

O zagueiro Léo acredita que o Cruzeiro perdeu sua rota de voo, mas afirmou que o time tem aparelhagem para decolar novamente. "Cruzeiro é um time de grandes turbinas e pode sair dessa situação para levantar voo novamente. Temos nos dedicado e ninguém abaixa a cabeça e não tem faltado empenho", avaliou o defensor.

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Já o meia Roger atacou de cozinheiro para explicar que não existe uma receita infalível para tirar o time dessa situação. "É difícil porque futebol não é matemática, não tem receita. Duas colheres de raça, três de qualidade e uma xícara de empenho para ganhar, por exemplo. Não é assim. Temos que colocar isso no bolo e jogar bola. Tem adversário querendo a mesma coisa e colocando todos os ingredientes também", disse o armador.

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