Uma eliminação traumática no mata-mata de um torneio antes do Brasileirão. Jogadores pedindo vaga entre os titulares pelos microfones da imprensa e o cargo do treinador em perigo. A situação de crise descrita é a atual do Cruzeiro, mas bem que poderia ilustrar o momento do São Paulo depois da eliminação na Copa do Brasil. E a volta por cima do time paulista, com a manutenção de Carpegiani e a atual liderança, é um exemplo que o time mineiro quer seguir.
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Em meio à crise, Cuca foi mantido no cargo, assim como Carpegiani no São Paulo
Depois do técnico Cuca ter colocado seu cargo à disposição da diretoria, o presidente do Cruzeiro o convenceu a permanecer no comando. Perguntado se o exemplo do São Paulo (manter Paulo César Carpegiani depois da eliminação da Copa do Brasil) poderia ser seguido, Zezé Perrella foi enfático.
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“Claro que sim, já tivemos exemplos assim até aqui no Cruzeiro. Em 1998 com o Levir (Culpi), ficamos oito jogos sem ganhar, e persistimos com o Levir e fomos vice-campeões brasileiros. O Adilson (Batista) ficou aqui quase três anos questionado e nós seguramos. Não é o hábito da gente trocar treinador só para dar satisfação”, explicou Perrella.
Presidente do Cruzeiro dá respaldo a Cuca
Para Perrella, todos os clubes passarão por maus momentos ao longo do Brasileirão. “Isso vai acontecer com outros clubes também. Você acredita que o São Paulo vai ganhar todos os jogos com aquele time jovem que tem? Não vai. Não podemos analisar nada por esses quatro jogos, como o São Paulo não deve ficar achando que é o melhor time do Brasil porque ganhou quatro jogos”, alfinetou Perrella.
O goleiro Fábio acredita que a decisão de Cuca de colocar o cargo à disposição depois do jogo contra o Santos foi precipitada. “Não tinha nem que ter tido essa hipótese de o Cuca sair. Isso é que foi precipitado. O trabalho não foi de maneira alguma questionado e isso é que criou algo ruim no ambiente”, disse o capitão cruzeirense.
Semelhanças
Quando Carpegiani balançou no comando do São Paulo depois de sair da Copa do Brasil perdendo para o Avaí, o próprio Cuca foi cogitado para assumir o time paulista.
Todavia, Carpegiani foi mantido no cargo pela diretoria, da mesma forma como aconteceu com Cuca no Cruzeiro. Assim como Rivaldo veio à imprensa pedir para jogar no São Paulo, o volante Fabrício fez o mesmo no Cruzeiro e acabou atuando na última rodada.
Charge do iG Esporte