Após Adidas e Coca-Cola, Visa e Emirates engrossam coro de preocupação com os rumos da entidade máxima do futebol

Mais dois dos principais patrocinadores da Fifa (Federação Internacional de Futebol), Visa e Emirates Airlines, aumentaram a pressão nesta terça-feira para que a entidade realize amplas reformas após o escândalo de corrupção que atinge a federação, repetindo os pedidos de Coca-Cola e Adidas.

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As empresas, que são parceiras da Fifa e de seus principais torneios de futebol - em especial a Copa do Mundo -, demonstraram insatisfação com a recente onda de acusações de corrupção, que inclui suspeitas de compra de votos tanto na eleição presidencial da entidade como na escolha das sedes dos Mundiais de 2018 e 2022.

Os patrocinadores temem que as acusações prejudiquem a imagem do futebol e, consequentemente, os seus respectivos apelos junto ao público.

"As atuais alegações levantadas são angustiantes e ruins para o esporte", disse o porta-voz da Coca-Cola Petro Kacur em e-mail à agência Reuters. "Esperamos que a Fifa resolva essa situação de uma maneira conveniente e completa", completou.

A Fifa tem sido assolada por acusações de suborno envolvendo membros do seu círculo interno e de membros do Comitê Executivo desde que a votação para decidir os países sede da Copa de 2018 e 2022 aconteceu em Zurique em dezembro.

O presidente da Fifa, Joseph Blatter, negou nesta segunda-feira que haja uma crise no futebol depois que o vazamento de um email sugeriu que o Catar tinha comprado o direito de receber a Copa de 2022.

Dez dos 24 membros do Comitê Executivo foram alvo de acusações de corrupção no ano passado. "O tom negativo do debate público que cerca a Fifa não é bom nem para o futebol, nem para a Fifa ou seus parceiros", disse um porta-voz da Adidas.

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