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Crise entre Luxemburgo e diretoria cresce, e técnico pode entregar cargo

Sem poder de gestão, técnico do Fla comenta internamente que, sem mudanças, não deve ficar após jogos da primeira fase da Libertadores

Vicente Seda, enviado iG a Sucre |

A relação entre Vanderlei Luxemburgo e a diretoria do Flamengo azedou de vez. E, ao que parece, o técnico dificilmente permanecerá no clube após os jogos contra o Real Potosí, pela  primeira fase da Libertadores, que antecede a fase de grupos da Copa Libertadores. Ainda em Londrina, pessoa próxima do treinador já comentava a insatisfação com a falta de respaldo da diretoria, que ficou clara após a entrevista de Luxemburgo, defendendo os jogadores que foram chamados de “marqueteiros” pelo vice de finanças Michel Levy depois de cobrarem atrasados. O episódio foi o estopim de um processo de fritura cada vez mais acelerado e liderado por Levy.

Leia também: Crise entre Luxemburgo e Levy se arrasta desde início de 2011

Com Luiz Augusto Veloso, diretor executivo de futebol, Luxemburgo não chegou a ter brigas ou discussões públicas. Mas, nos bastidores, as críticas são recíprocas. O técnico contava, de fato, com a presidente Patrícia Amorim, a quem sempre defendeu, mas também não encontrou na mandatária que lhe garantiu poderes de gestor no ato da sua contratação um porto seguro. Pelo contrário, se sentiu enfraquecido com a entrevista da presidente logo após a troca de farpas com Levy.

Luxemburgo já percebe claramente um movimento para enfraquecê-lo, minando o seu comando. No dia da chegada da delegação a Santa Cruz de La Sierra, onde o time dormiu uma noite antes de seguir para Sucre, um membro da comissão técnica comentou com o iG: “Estão colocando o cara contra a parede. Ele não vai suportar por muito tempo. Se a diretoria não der respaldo, acho que ele não fica, não”.

E ainda:  Declarações de vice de finanças calam jogadores do Flamengo

O que confirma a intenção de Luxemburgo é a própria entrevista do treinador após o amistoso contra o Corinthians, em Londrina, repetindo que o “Flamengo é maior do que tudo isso” e que depois de finalizados os confrontos da primeira fase da Libertadores iria se posicionar em relação aos eventos recentes.

O novo capítulo da crise foi deflagrado nesta quarta-feira. De acordo com o jornal Extra, o técnico flagrou Ronaldinho com uma mulher na concentração em Londrina. O fato teria ocorrido no domingo em que os jogadores tiveram folga e foram liberados para sair, com retorno previsto para 2h da madrugada de segunda-feira. O técnico teria pedido a saída do camisa 10, mas foi novamente esvaziado pela diretoria, contrária à demissão do jogador.

Veja também: Ronaldinho Gaúcho traz euforia à rotina pacata de Sucre

O treinador começa a ter graves problemas também com o elenco. A relação com Ronaldinho Gaúcho, depois do episódio, também foi de mal a pior. Se o técnico já fazia críticas veladas à postura de sua principal estrela em função de uma dívida de R$ 3,75 milhões relativa a direitos de imagem em atraso, os dois praticamente não têm mais diálogo após o ocorrido na concentração.

Parte do elenco, especialmente atletas mais experientes, desaprovam o comportamento de Ronaldinho mas, em frente aos microfones, os que se prestam a dar entrevistas tentam passar tranquilidade. Renato Abreu e Felipe têm sido solicitados, mas ambos têm pedido para não falar com a imprensa por enquanto. Uma coletiva de Vanderlei Luxemburgo está prevista para esta quarta-feira e, de acordo com a assessoria de imprensa do clube, a princípio, está confirmada.

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