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Criador da Taça não toma partido, mas repete frase de Ronaldinho

Maurício Salgueiro acompanha polêmica, elogia estrutura do São Paulo, mas afirma: "Flamengo é Flamengo"

Thales Soares, iG Rio de Janeiro |

Divulgação
A polêmica "Taça das Bolinhas", criada pelo artista Maurício Salgueiro em 1975
A polêmica Taça das Bolinhas tem um nome por trás dela. O artista plástico Maurício Salgueiro, de 80 anos, foi o responsável por sua criação em 1975, num concurso promovido pela Caixa Econômica Federal entre 10 escultores expoentes do país. Depois de 35 anos, ele vê sua criação no centro de uma disputa que envolve diretamente Flamengo e São Paulo. Botafoguense, ele não mostra uma preferência, mas ao falar dos clubes, repetiu uma frase que ficou famosa no discurso de Ronaldinho Gaúcho.

“Estou acompanhando a história e acho que os dois são merecedores da taça. O São Paulo tem uma estrutura fantástica, praticamente uma empresa, do goleiro ao ponta-esquerda. E o Flamengo é o Flamengo. Como dizia Nelson Rodrigues, o Flamengo não precisa entrar em campo, é só pendurar a camisa na baliza e administrar a vitória pelo telefone”, filosofou Salgueiro, em entrevista por telefone ao iG.

Distante da polêmica, ele gosta de apreciar a sua obra em evidência. A expectativa é grande para saber o resultado final do caso, que ainda envolve o Sport, que luta para continuar como único campeão reconhecido de 1987, a CBF e a Caixa Econômica Federal, que entregou a Taça das Bolinhas ao São Paulo no dia 14 deste mês.

“A taça é como uma filha para mim. Estou apreensivo para saber com quem ela vai ficar. Estava há muito tempo guardada e dei uma restaurada nela. Agora, está bem tratadinha e fico feliz por dois clubes de peso estarem na disputa. Se existe essa briga, é porque tem uma grande importância histórica”, revelou.

Salgueiro ainda contou ter sido abordado por um chefe de torcida organizada do Flamengo para fazer outra Taça de Bolinhas para ser entregue ao clube. Ele ficou lisonjeado com a procura, o que demonstrou mais uma vez a importância de sua criação.

“Ele disse que colocaria 150 mil pessoas no estádio para receber a taça. Isso mostra a força do Flamengo”, comentou Salgueiro, que acompanhou as semifinais da Taça Guanabara no último fim de semana e lamentou a eliminação do Botafogo. “As duas foram decididas na sorte. O Jéfferson, que é um dos melhores goleiros do país, levou um frango no primeiro pênalti. Depois, não teve mais jeito”, opinou.

Goleiro na juventude, Salgueiro tem acompanhado o futebol pela televisão, mas não deixa de ir ao estádio. No entanto, o Engenhão ainda não o conquistou e ele não conheceu a casa do Botafogo, que passou a ser o principal palco do Rio de Janeiro com as obras no Maracanã para a Copa do Mundo de 2014.

“Sou frequentador de estádio. Gosto muito de futebol. Cheguei a jogar no juvenil do Botafogo e na praia, mas não deu certo. Uma vez, tive a chance de atuar no Maracanã pelo time de Belas Artes da UFRJ. Perdemos por 4 a 0 para a Engenharia e eu era o goleiro”, comentou, aos risos.

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