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"Craque-imigrante", Messi pode levar bi de melhor do mundo aos 23

Argentino levou o prêmio em 2009 e dessa vez a disputa é com Iniesta e Xavi, também jogadores do Barça

Paulo Passos, iG São Paulo |

Há pouco mais de 10 anos, Carles Rexach via pela primeira vez Lionel Messi. Na época diretor do Barcelona, o ex-atacante catalão foi a primeira pessoa do clube a observar o hoje melhor jogador do Mundo. “Eu estava na Argentina e algumas pessoas me falaram de um garoto de Rosário que era muito bom. Mas, quando me disseram que ele ia completar 13 anos, achei que era jovem demais”, lembra.

Apesar de reticente pela idade do atacante, ele acertou uma ida de Messi para Barcelona e organizou uma partida para testá-lo. “Cinco minutos foram o bastante para saber que ele era diferenciado. Ele já era espetacular, até quem não entende de futebol conseguia ver que ele era especial”, diz em entrevista ao iG.

afp
Messi já fez gol decisivo pela Argentina contra o Brasil, em amistoso disputado recentemente
Após o acerto, o dirigente precisou dar um “jeitinho” para legalizar a permanência do argentino. Como eram estrangeiros, Messi e sua família não podiam permanecer na Espanha por muito tempo. Para isso, o clube precisou contratar o pai do atacante, Jorge Messi. Com a situação legal acertada, o clube teve que pagar um tratamento para um problema hormonal que o então garoto sofria.

Alguns meses depois, o pai do jogador estava descontente. Apesar do apoio dado pelo clube, Messi ainda não tinha assinado um contrato com o clube. Sob o risco de perder o jogador, o dirigente prometeu que isso seria feito. ”Eu disse: não fiquem nervosos, que eu, como diretor técnico do Barcelona, garanto que ele assinará o seu primeiro contrato. Escrevi isso em um guardanapo, já que o documento mesmo demoraria e dei a minha palavra para eles”, conta.

Craque precoce
A história contada por Rexach mostra a precocidade de Messi. O que se se confirmou ao longo da ainda curta, mas intensa carreira do Argentino. Um novo capítulo do acúmulo de feitos do atacante pode ser vivido nesta segunda-feira. É que aos 23 anos, ele tem a chance de levar oprêmio de melhor do mundo da Fifa pela segunda vez.

Em seis anos de carreira profissional, Messi já venceu 13 títulos com o Barcelona. Na seleção argentina, foram dois, o Mundial sub 20 e as Olimpíadas de 2008.

A história de sucesso como jogador profissional começou em 2004. Foi nesse ano que o atacante estreou, aos 16 anos, com a camisa do Barcelona. O jogo era um amistoso contra o Porto, em Portugal. Desde então, a expectativa em cima do argentino só aumentou.



Foi na temporada 2005-2006 que Messi realmente explodiu. O argentino jogou 25 partidas e ajudou o Barcelona a conquistar a Liga dos Campeões. Uma lesão muscular no final de 2006 o tirou da equipe por seis meses. Voltou e virou titular absoluto, ainda que coadjuvante em uma equipe que tinha o amigo Ronaldinho como maior estrela.

Justamente após a saída do brasileiro e da chegada de Josep Guardiola é que Messi passa a brilhar ainda mais. Com a mesma rapidez que dribla e se livra da marcação dos adversários, o argentino passou a quebrar recordes e colocar seu nome na história do clube catalão.

Em 2009, voltou a vencer a Liga dos Campeões, agora como titular. No ano seguinte, levou o Campeonato Espanhol pela quarta vez e chegou à marca de 34 gols em uma única temporada.

“Me faltam adjetivos para descrever o seu talento. Na sua idade ele ser capaz de fazer tudo o que faz é impressionante, não tem lógica”, disse, impressionado, o técnico do Barça, Josep Guardiola.

Dez anos depois da primeira vez que viu Messi, Carles Rexach não vê ninguém no mesmo nível do argentino no futebol atual. Mesmo assim, ele não acha um absurdo o prêmio da Fifa ser dado a outro jogador do Barça.

“Messi é o melhor futebolista. Se for para premiar a ideia de jogo, uma maneira de entender o futebol, Xavi é nome. Se for uma mescla, o melhor do ano, considerando o Mundial, Iniesta deve vencer. Com certeza , os três merecem”, afirma.

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