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Futebol
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Cotado no Santos, Adilson Batista diz que vai manter estilo ofensivo

Em entrevista ao iG, ex-técnico corintiano rechaçou que tenha sido derrubado pelos jogadores e disse que esquemas ousados podem ganhar campeonatos. Resposta aos entusiastas de Tite, que fechou o Corinthians e voltou a vencer no Brasileiro

Marcel Rizzo, iG São Paulo |

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Adilson Batista atende a ligação no terceiro toque, mas avisa: não poderia falar naquele momento porque estava na fila do banco. Quinze minutos depois nova tentativa e ele conta à reportagem que levava a filha ao colégio, mas poderia dar a entrevista. A rotina do ex-técnico do Corinthians em Curitiba, onde mora com a família depois da demissão, é a de um pai de família normal: banco, levar as filhas ao colégio e ao médico, jogar tênis e futebol com os amigos.

Eu preferia estar trabalhando (risos), admite. Mas precisava descansar, curtir a família, que normalmente está longe.

Batista conversou com Santos e Coritiba, mas prefere não dar detalhes. O clube paulista o sondou, mas o treinador sempre soube que a primeira opção era Abel Braga. E acha isso normal. Na Baixada a informação é que em janeiro Batista deve assumir, já que o Santos não tem outras opções. E que por isso o técnico pediu mais de R$ 300 mil ao Coritiba, clube que procurou oficialmente - justamente para não recusar a oferta esperando o Santos.

Está tudo parado com as negociações. Sem novidade, desconversa.

Gazeta Press
Técnico assumiu Corinthians depois que Mano Menezes foi para a seleção. Time era primeiro e com Batista caiu para terceiro

Irritação na voz apenas quando é questionado se acha que os jogadores do Corinthians o derrubaram e se proibiu carteado e bebida alcoólica na concentração, o que teria levado alguns atletas mais experientes a reclamar. Ou quando é levantada a possibilidade de times ofensivos como gosta de escalar não produzirem resultados. Tite, seu substituto no Corinthians alterou o esquema, mais fechado, e o time voltou a ganhar jogos.

O Santos e o Barcelona foram campeões com três atacantes. É possível ganhar assim. Veja abaixo a entrevista exclusiva concedida por telefone.

iG: O Santos admitiu estar conversando com você e com outros treinadores. Como avalia um clube admitir essa concorrência?
Adilson Batista: O único contato que tive com o Santos foi logo quando saí (do Corinthians), conversei com o Fernando Silva (diretor de futebol). Foi mais uma troca de ideia, eles queriam saber se eu tinha interesse, mas avisaram que conversavam com mais gente, estavam trabalhando o nome do Abel (Braga). Acho normal isso, como a gente tira informação do clube também, como fazemos com os jogadores, ligamos pra outros profissionais para saber as condições. O clube faz o mesmo, trabalha com dois ou três nomes.

iG: Você, ou seu empresário, procuram os clubes também?
Adilson Batista: Não tenho empresário. Quem me colocou no Mogi Mirim foi um, quem me levou par o America mineiro outro e assim vai. As vezes posso colocar para um amigo uma questão e pedir para resolver por mim. O Gilmar Veloz (empresário de Felipão), por exemplo, já me fez convites para ir à Arábia, mas eu quero papel timbrado do clube, documento, valores, não quero ficar iludindo. Eu não faço ligação para clube.

iG: Banco, colégio, sua vida está bem diferente nessas últimas semanas em Curitiba...
Adilson Batista: Preferia estar trabalhando dentro da rotina do futebol que é prazerosa, gostosa, o que a gente está acostumado. Mas, a partir do momento que saí do clube, vou procurar curtir, ajudar nos afazeres, olhar alguns jogos, eu jogo tênis também, faço minha caminhada, jogo minha bolinha com a turma. Vida normal. Fui levar a filha ao médico, mas pela manhã já joguei tênis com o Roberto Cavalo (ex-jogador). Temos uma chácara também que jogamos por recreação, tem alguns ex-jogadores como o Gralak (ex-Corinthians).

iG: Você assiste a jogos de clubes que pode comandar, como Santos e Coritiba?
Adilson Batista: Eu olho a rodada. Acordei hoje (quarta-feira) e vi Figueirense e Ipatinga, vi o jogo do Paraná, assisto a jogo que não vi no final de semana pelo pay-per-view. Gosto de ver o bom futebol em si. Às vezes um jogador que a gente tem observado e que gosta e que pode indicar num clube futuro.

iG: Você gostar de um futebol bonito, com o time jogando para frente, foi apontado por um dos problemas pela irregularidade do Corinthians e por sua demissão. Você acha compatível hoje em dia futebol bonito e competitivo?
Adilson Batista: Não tem nada a ver.  Primeiro por mais que você tenha tempo de casa é difícil você montar o teu time. Eu, com dois anos e meio de Cruzeiro, tinha coisas que queria e não conseguia. Por exemplo, agora chegou o Montillo, eu tinha o Gilberto. Ás vezes o atleta sente, tem cobrança, não rende o esperado, o torcedor não tem paciência com o atleta, mas não tem nada a ver com o sistema de jogo. O Santos (de 2010, com Dorival Júnior) provou ser possível jogar com três jogadores na frente, o Barcelona não deixa de vencer por causa disso, o Manchester (United) joga com dois abertos e dois na frente. Não vejo problema.

iG: Após sua saída do Corinthians houve comentário de que jogadores estavam insatisfeitos sob seu comando porque você teria proibido carteado, charuto e bebida alcoólica na concentração após os jogos. Aconteceu isso?
Adilson Batista: Não teve nada disso. As pessoas inventam, aumentam, criam, não  vi nada disso. Os jogadores foram profissionais comigo, tentaram fazer o melhor.  Começam a ver fantasmas quando se perde.

iG: A saída inesperada te magoa ainda?
Adilson Batista: Faz parte do passado, eu tenho respeito grande pelo clube, pelo Andrés (Sanchez, presidente)  e o Mario (Gobbi, diretor de futebol). Os  jogadores tentaram e foram profissionais, mas tivemos muitas lesões e acabou complicando.

iG: Como era sua relação com o Ronaldo e com o Roberto Carlos, os mais experientes o grupo?
Adilson Batista: "Relação muito boa, principalmente com o Ronaldo, jogador que já conhecia do Cruzeiro (jogaram juntos em 93). Havia muito respeito, infelizmente ele jogou muito pouco. É um atleta que sempre tive carinho, respeito, admiração, ficou um tempo sem poder atuar e acabou prejudicando o coletivo. Ele fez dois ou três jogos comigo apenas (foram dois, contra Vitória e Atlético-PR. Com Tite, o Fenômeno, recuperado de problema no púbis, já fez quatro partidas consecutivas).

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