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Futebol
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Cotado no Corinthians, Parreira torce para o Fluminense

Técnico confirma que conversará com representantes do clube paulista em dezembro. Ele assumiria como coordenador. Seleção chilena é a concorrente

Vicente Seda, iG Rio de Janeiro |

O técnico Carlos Alberto Parreira está cotado para assumir um cargo de coordenador no Corinthians em 2011. Mas, neste ano, a torcida é para que o Fluminense confirme o título brasileiro. O treinador, que participou ao lado de Zico e Carlos Alberto Torres de um painel na Soccerex, convenção de negócios do futebol que acontece no Rio, admitiu o contato para dirigir a seleção chilena, mas disse que ainda analisará o pedido.

Indagado sobre o clube do Parque São Jorge, ele confirmou que houve um contato, mas disse que só conversará de fato com representantes do Corinthians em dezembro, possivelmente no congresso de futebol que gerencia, o Footecon. Ele exerceria uma função de coordenador, tendo ingerência também sobre a formação de jogadores.

Foi apenas um contato. Não tem um compromisso nem meu, nem do Corinthians. Coloquei que eu não iria trabalhar até o fim do ano. Ele (o representante) falou que até o ano que vem nós conversaríamos e a melhor chance seria dentro do Footecon. Esse ano não estou pensando em nada. Paramos aí, vamos conversar em dezembro. Claro que estou torcendo pelo Fluminense e o time tem a vantagem. O clube deu um passo gigantesco, disse Parreira, contando que antes da última rodada já afirmava que o domingo seria decisivo para o campeonato:

Eu dizia para amigos no domingo passado que a rodada decidiria o futuro campeão, quem saísse na ponta seria o campeão. O Corinthians poderia sair na frente. Corinthians e Cruzeiro ainda têm condições, mas a grande vantagem é do Fluminense.
 
Parreira falou também sobre a pressão de dirigir uma seleção que é a sede da Copa do Mundo, desafio que provavelmente caberá a Mano Menezes em 2014, no Brasil. A responsabilidade é maior, você tem envolvimento com todo o país, com todas as camadas sociais, como todo o tipo de mídia. É diferente. Ser técnico fora do seu país é uma coisa, mas o time da casa é uma pressão grande. Pela experiência que nós tínhamos, eu soube contornar essa pressão. Vou levar para o resto da vida. A África do Sul fez uma Copa além da expectativa. O povo ficou feliz e o legado que ficou foi maravilhoso.

Para o Brasil, porém, a boa Copa do Mundo na África aumentou ainda mais a responsabilidade. O caminho para nós é mais tortuoso. Nós temos mais responsabilidade. Espera-se muito mais do Brasil do que da África do Sul. Os africanos conseguiram entregar uma ótima Copa. Nós precisamos entregar no mesmo nível ou melhor. Todo mundo quer que o Brasil, o melhor futebol do mundo, faça a melhor Copa do Mundo de todos os tempos.

Sobre o contato da seleção chilena, Parreira foi evasivo. Fizeram um contato. O presidente anunciou que eu seria um nome cogitado e ficou de conversar comigo. Uma coisa ficou no ar. Deve partir a iniciativa deles de fazer um contato. Em princípio interessa, mas temos que conversar sobre o projeto. Uma coisa não é só dirigir a seleção. Fizeram uma boa Copa, mas é um projeto de quatro anos que passa pelas eliminatórias e pela Copa do Mundo.

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