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Coritiba tenta fugir do rebaixamento na Timemania

Clube busca manter-se entre os 20 que mais atraem apostas para ficar no grupo que divide o maior bolo da loteria. Dinheiro abate dívida com o governo federal

Altair Santos, iG Curitiba |

O Coritiba trava uma luta fora dos gramados para não ser rebaixado. A disputa não envolve tapetão ou algo do gênero. Trata-se da Timemania, onde o clube hoje ocupa a 20ª colocação e precisa mobilizar sua torcida até o último prêmio do ano para não cair para o grupo 2, o que acarretaria perde de receita da loteria. Só os 20 clubes que recebem maior volume de apostas se mantêm na elite da Timemania.

A Timemania foi criada em 2007 pelo governo federal, para abater as dívidas dos clubes com a União, por atrasos com o FGTS, INSS e Receita Federal. São 80 clubes que participam do rateio e 22% de tudo que é arrecadado vai para pagar as dívidas. Só que quem está na primeira divisão da loteria participa de um bolo maior e, consequentemente, tem a possibilidade de quitar suas dívidas mais rapidamente. A proporção é 65% para o grupo 1 e 35% para os demais.

No acumulado do ano, o Coritiba soma 668.459 apostas contra 655.006 do Avaí, que é o 21º, e  648.872 do Juventude, que é o 22º. O clube paranaense está atrás do ABC, que é o 19.º, com 674.845 apostas, e do rival Atlético, que acumula 702.895. Por isso, o Coritiba usa de todos os meios para mobilizar sua torcida. No site oficial, há postagens semanais estimulando a torcida a apostar. Sem contar as redes sociais.

Não é à toa a mobilização. Estima-se que os recursos da Timemania ajudem o Coritiba a saldar uma dívida de R$ 35 milhões com o governo federal, segundo recente levantamento da Casual Auditores. Mantendo-se na primeira divisão da loteria, o clube amortiza mais de R$ 700 mil da dívida por ano. Se for rebaixado, poderá amortizar no máximo R$ 400 mil.

Outra vantagem é que ao aderir à Timemania o Coritiba, assim como os demais clubes, passaram a evitar problemas como confisco de rendas de partidas por parte de oficiais de justiça ou bloqueios de conta corrente. Não entra dinheiro diretamente no clube, mas a gente ganha indiretamente, à medida que não utiliza o orçamento do clube para cobrir impostos atrasados, explica o presidente Jair Cirino, pedindo que a torcida despeje apostas no clube neste final do ano.

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