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Coritiba propõe que organizada tenha seguro contra distúrbios

Clube será o primeiro a fazer parte do projeto ¿Torcida Legal¿, mas cobra modernização do Estatuto do Torcedor para liberar facções em seu estádio

Altair Santos, especial para o iG |

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Por causa do quebra-quebra ocorrido no final do ano passado no estádio Couto Pereira, o Coritiba foi escolhido pelo Ministério dos Esportes, em parceria com o Ministério Público Federal, para ser o primeiro clube do país a fazer parte do projeto Torcida Legal. O plano consiste em cadastrar torcidas organizadas para que, em caso de distúrbios, os baderneiros possam ser identificados e respondam civil e criminalmente pelos atos.

O cadastramento cria setores especiais nos estádios, para que as facções possam frequentar, e as identifica através de catracas que fazem leitura biométrica, através das impressões digitais. O Ministério dos Esportes é que vai instalar os equipamentos de monitoramente das torcidas no Couto Pereira, inclusive com câmeras de filmagem. Será um investimento de cerca de R$ 1 milhão, cita o vice-presidente do Coritiba, Vilson Ribeiro de Andrade.

Hoje, o dirigente trava uma batalha contra as organizadas, pois o clube decidiu vetar o acesso das facções ao estádio e está amparado por uma liminar judicial. No entanto, com o Torcida Legal, o Coritiba teme que seja obrigado a liberar a frequência das torcidas. Segundo o procurador de Justiça de Defesa do Consumidor, Ciro Expedito Scheraiber, é o que deverá acontecer. Pelas novas disposições do Estatuto do Torcedor, as organizadas adquiriram foro de legalidade, podendo usar das prerrogativas que a Constituição e as leis asseguram a qualquer pessoa. Entre elas, frequentar jogos de futebol, avalia.

Por isso, o Coritiba quer liderar um movimento para que o Estatuto do Torcedor seja reformado. Segundo Vilson Ribeiro de Andrade, a lei em si é boa, mas peca por isentar as torcidas organizadas de pagar os estragos que promovem. É preciso que as torcidas, como instituições reconhecidas pela Justiça, tenham seguro de responsabilidade financeira. No ano passado, o Coritiba arcou com prejuízo de R$ 1,5 milhão para recuperar o estádio, acionou as organizadas, mas até hoje não recebeu nenhum centavo. Então, além de responder civil e criminalmente pelas badernas que promovem, elas precisam também ter um seguro de responsabilidade financeira, diz, colocando o tema  para ser debatido.

Em julho deste ano, o Estatuto do Torcedor sofreu alterações, quando foi incorporado a ele a criação do Juizado do Torcedor. O organismo ganhou competência criminal e civil para aplicar penas a quem cometa infrações nas praças esportivas e decidir sobre questões de direito do consumidor, como por exemplo, irregularidades na venda de ingressos.

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