Time carioca tem vantagem do empate, mas retrospecto dos paranaenses em casa é de 17 vitórias em 18 jogos

Coritiba e Vasco irão desafiar os números na segunda partida da final da Copa do Brasil nesta quarta-feira, às 21h50, no Estádio Couto Pereira. Além de buscarem um título inédito, os dois finalistas tentarão fazer valer os pontos fortes de cada time que são destacados pelas estatísticas. O time carioca tem a vantagem do empate, já que venceu a primeira partida em casa por 1 a 0 , gol de Alecsandro . Mas os donos da casa não se intimidam com o resultado de São Januário. Nesta temporada, das 18 partidas disputadas em casa, os paranaenses ganharam 17.

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Eder Luis volta ao time para alegria de Ricardo Gomes
Maurício Val / Fotocom.net
Eder Luis volta ao time para alegria de Ricardo Gomes
Mesmo sem saber ainda quem levará a melhor no duelo dos números, o Vasco se apega a eles para testar seu aproveitamento da temporada. Das 31 vezes em que entrou em campo em 2011, o time perdeu por diferença de dois gols somente em três oportunidades – sendo uma delas com os reservas, no domingo, para o mesmo Coritiba (5 a 1) , pelo Campeonato Brasileiro .

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Os tropeços anteriores do time dirigido por Ricardo Gomes foram para Boavista e Macaé, ambos por 3 a 1, no Campeonato Carioca. Na Copa do Brasil, o Vasco está invicto. Em dez jogos, venceu seis e empatou quatro. Esta é a segunda vez que os vascaínos disputam o título. As recordações da primeira final são duplamente indigestas. Além da frustração pela derrota, o título foi decidido contra o rival Flamengo , em 2006.

Nas ruas de Curitiba, o torcedor local já se imagina na Libertadores de 2012. E mais: a rivalidade com o Atlético-PR é um ingrediente extra nesta decisão, pois esta é a chance de o Coritiba colocar mais uma estrela em seu uniforme. Campeão brasileiro em 1985, foi igualado pelos atleticanos em 2001. Agora, se vê diante da possibilidade de superar o arqui-inimigo novamente em uma competição nacional.

Sonho antigo

O Vasco persegue a Copa do Brasil há duas décadas. Neste período, no entanto, o clube conquistou dois Brasileiros (97 e 2000), uma Libertadores (98), um Rio-São Paulo (99) e uma Copa Mercosul (2000), sem contas alguns títulos estaduais. No entanto, desde 2003, quando faturou o carioca pela última vez, o time não sabe o que é ser campeão na Série A. Em 2008, caiu no Brasileiro, subindo no ano seguinte, com o título.

O jejum incomoda uma torcida com aproximadamente 20 milhões de torcedores pelo Brasil, que durante décadas se acostumaram vendo ídolos como Roberto Dinamite, Romário, Edmundo, Ademir Menezes e outros dando a volta olímpica. A Copa do Brasil seria o fim do incômodo jejum. Para isso, o Vasco promete ser ofensivo. Ricardo Gomes avisa que não quer dormir em cima do regulamento. “O Vasco será ofensivo. Não podemos mudar nossa característica”, afirmou Ricardo Gomes.

A estratégia do treinador é surpreender os donos da casa. Mesmo jogando pelo empate, como na Copa do Brasil gol fora de casa vale dois em caso de desempate, Ricardo Gomes quer que o Vasco saia em vantagem, o que obrigaria o Coritiba a fazer 3 a 1. E, ao se abrir, daria espaço para os contra-ataques. O time terá a volta de Ramon e Eder Luis, que não atuaram na primeira partida por conta de lesão muscular .

Bill ainda não sabe quem será seu companheiro de ataque
AE
Bill ainda não sabe quem será seu companheiro de ataque
No Coritiba, o clima é de mistério e o técnico Marcelo Oliveira não revela quem jogará no lugar de Anderson Aquino , suspenso. A grande novidade pode ser o retorno do atacante Marcos Aurélio , que se recupera de lesão há seis semanas. Entretanto, além dele, o volante Marcos Paulo , os meias Éverton Ribeiro e Geraldo e o atacante Leonardo podem aparecer no time.

“O Marcos Aurélio é criativo, pode decidir o jogo num lance. Pode ser (o Geraldo), mas também pode ser o Leonardo e o Marcos Paulo. Temos opções. O Everton Ribeiro fez uma boa partida também”, esconde Marcelo Oliveira.

Independentemente do time que for a campo, o Coritiba contará com um ótimo retrospecto jogando em casa para reverter a vantagem vascaína. Em 2011, a equipe disputou 18 jogos no Alto da Glória, tendo vencido 17 e perdido apenas um. Além disso, foram 55 gols marcados e 12 sofridos. Ou seja, o Coritiba não só costuma vencer em seus domínios, como gosta de fazer gols, com uma média superior a três por partida. A defesa também é eficiente e levou menos de um gol por jogo.

Considerando apenas a Copa do Brasil, foram cinco jogos, com cinco vitórias, 16 gols marcados e apenas um sofrido. Somente na partida, diante do Ceará, a equipe marcou só um gol - 1 a 0 -, o que já levaria a decisão para os pênaltis. Nos demais jogos, 6 a 0 no Palmeiras , 4 a 0 no Caxias , 3 a 1 no Atlético-GO e 2 a 0 no Ypiranga .

“Vamos trabalhar e buscar um time bem equilibrado, que vá atrás do resultado, mas que saiba também do poder do adversário e do regulamento. Todas essas questões vão implicar na formação do nosso time, embora não tenha muito o que esconder, o que mudar”, acrescentou Marcelo Oliveira.

FICHA TÉCNICA – CORITIBA x VASCO
Local:
Estádio Couto Pereira, em Curitiba (PR)
Data :8 junho de 2011, quarta-feira
Horário : 21h50 (Horário de Brasília)
Árbitro: Sálvio Spínola (Fifa/SP)
Auxiliares : Alessandro Rocha de Matos (BA) e Emerson Augusto de Carvalho (SP)
CORITIBA : Edson Bastos, Jonas, Demerson, Emerson e Lucas Mendes; Willian, Léo Gago, Rafinha e Davi; Marcos Aurélio (Geraldo, Éverton Ribeiro) e Bill
Técnico : Marcelo Oliveira
VASCO : Fernando Prass; Allan, Dedé, Anderson Martins e Ramon; Eduardo Costa, Rômulo, Felipe e Diego Souza; Alecsandro e Eder Luis
Técnico : Ricardo Gomes

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