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Corintianos minimizam vitória por causa da morte de companheiro

William Morais, formado no clube, foi assassinado. Clube prestará assistência à família

Bruno Winckler, iG São Paulo |

AE
William Morais em treino do América-MG

Todos os jogadores do Corinthians e membros da comissão técnica entraram em campo contra o Palmeiras com uma faixa preta no braço. Era o luto pela morte de William Morais, jogador de 19 anos formado pelo clube e que estava emprestado ao América-MG, assassinado após reagir a um assalto em Belo Horizonte, na madrigada de domingo.

"A vitória, o jogo, tudo é muito pequeno perto do que é perder um amigo, um jovem promissor da forma como aconteceu. Todos estão muito tristes com essa perda e mandamos nossa solidariedade e toda a certeza à família dele de que faremos tudo para minimizar esse momento de dor. O conheço há muito tempo e é uma tristeza imensa saber que isso aconteceu", disse o goleiro Júlio César, um dos heróis corintianos na vitória por 1 a 0 no clássico.

Formado nas categorias de base do Corinthians, William subiu para o time profissional do clube em 2010, com Mano Menezes. Teve algumas chances no Campeonato Brasileiro e chegou a marcar um gol. Foi na derrota por 4 a 3 para o Atlético-GO, no Pacaembu.

O técnico Tite, ao comentar a morte do jogador na entrevista coletiva após o jogo, se emocionou e ficou com os olhos cheios de lágrimas. "O esporte tem outras coisas que transcendem uma vitória, a alegria de um resultado. A morte de um cara jovem, amigo de todos, que estava aqui no ano passado nos mostra o quanto somos pequenos. Eu só quero passar para os pais dele a minha solidariedade. Ele foi meu atleta, até lembro que participou do outro clássico aqui (contra o Palmeiras, no segundo turno do Brasileirão, na estreia do treinador pelo Corinthians)", disse Tite, enxugando os olhos.

O presidente Andrés Sanchez garantiu que dará toda assistência á família do atleta assassinado. "É muito doloroso. Nada pode ser mais triste do que perder um filho e o Corinthians se solidariza com a família garantindo todo o apoio e assistência possível", disse Sanchez.

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