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Corintiano na infância, Lucas busca primeira vitória contra ex-time

Jovem meia do São Paulo passou pelo Parque São Jorge antes de chegar ao Morumbi e até tinha o apelido de Marcelinho em referência ao ídolo rival

Levi Guimarães, iG São Paulo |

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A maior revelação das categorias de base do São Paulo nos últimos anos teve laços com o rival do clássico deste domingo, o Corinthians, durante boa parte de sua infância. O meia Lucas passou três anos defendendo o rival, entre os dez e os treze anos, além de ter começado no futebol em uma escolinha de um dos maiores ídolos do atual adversário.

Às vésperas do clássico Majestoso, o pai de Lucas, Jorge, contou ao iG Esporte como se deu a evolução do filho nas categorias de base. Ainda com cinco anos, ele começou a treinar na filial de Diadema da escolinha de Marcelinho Carioca. Lá ficou apenas por seis meses, mas a breve passagem foi responsável pelo apelido de Marcelinho, que o garoto carregou até menos de dois meses atrás.

Depois da escolinha, começou a trajetória de Lucas por diferentes clubes. O primeiro, conta Jorge, foi um clube chamado Santa Maria, onde o menino começou a se destacar no futsal. Agradeço muito ao Santa Maria, porque foi lá que tudo começou, com o futsal, diz o pai do camisa 37 do São Paulo.

Lucas ainda passou três anos no Juventus e aos dez, finalmente, chegou ao Corinthians, onde ficou até os treze. Desde os seis anos o Corinthians já queria ele. E quando levei ele o São Paulo também já queria, diz Jorge. A passagem pelo clube do Parque São Jorge, no entanto, foi encerrada pela preocupação do pai com o desenvolvimento de Lucas, o que o próprio jogador explica.

Eu era frágil fisicamente. Meu pai sempre cobrava um médico do Corinthians para fazer um trabalho de fortalecimento físico comigo, mas eles nunca fizeram. Sempre prometiam, mas nunca cumpriram. O São Paulo ofereceu isso tudo, aí não pensei duas vezes, disse o meia recentemente em entrevista à ESPN Brasil.

Melhor estrutura

Outros motivos que levaram à troca de time foram a estrutura do São Paulo e o fato do clube oferecer alojamento no CFA (Centro de Formação de Atletas) de Cotia. No Corinthians, mais distante da casa da família na zona sul da cidade, esta facilidade não existia, e uma tia do jogador chegou a ficar responsável por levar o garoto para os treinos.

Com 20 jogos como profissional, Lucas marcou três gols até agora, todos em vitórias difíceis, contra Atlético-MG e Cruzeiro, fora de casa, e no clássico contra o Palmeiras no Pacaembu. Isso e outra série de boas atuações fizeram com que ele se firmasse como titular absoluto e ganhasse a confiança do maior ídolo do atual elenco são-paulino.

É um menino diferente e educado. Ele sabe o que quer da vida. Contra o Cruzeiro, o São Paulo jogou muito bem e o Lucas fez a sua parte. É um garoto que tem feito grandes atuações e é um jogador que nos dá muitas esperanças, afirmou Rogério Ceni durante a semana ao site oficial do São Paulo.

No primeiro turno, ainda como Marcelinho, o meia entrou no segundo tempo do clássico contra o Corinthians substituindo Marlos, e não conseguiu ajudar a evitar a derrota por 3 a 0. Agora, ele busca a primeira vitória contra o rival e ex-time. Seu pai conta que nesses momentos até evita falar muito com o jogador porque ele fica em concentração total.

Mas Jorge não tem dificuldade para descrever o que sonha ver o filho fazendo domingo no Morumbi. A gente fica sonhando aqui. Um sonho que fica na cabeça é de ele fazer o gol da vitória. Faltando dez minutos para acabar, o jogo ainda no 0 a 0, e ele faz o gol da vitória, aquele gol de craque que ele várias vezes quase já fez. Isso é o meu sonho. Sonho de Jorge e, porque não, de todos os são-paulinos.

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