Time não saiu do 0 a 0 contra o Tolima no Pacaembu e agora precisa de gols fora de casa para avançar

O sofrimento do Corinthians na Libertadores começou cedo em 2011. Ainda na pré-Libertadores. Em um Pacaembu nem tão lotado por conta dos altos ingressos , o Corinthians não passou de um empate sem gols contra o Tolima, no jogo de ida do mata-mata que dá uma vaga no grupo 7 da Libertadores. O resultado é péssimo para o time paulista, que precisará vencer ou empatar com gols em Ibagué, na quarta que vem, no jogo de volta na casa do Tolima.

Depois da decepção no Pacaembu, o Corinthians terá de vencer a desconfiança da equipe que empatou seus últimos três jogos e assim evitar um vexame muito maior do que não vencer Noroeste e Tolima em casa. Desde 2005, quando a pré-Libertadores foi implantada pela Conmebol, nenhum brasileiro caiu nesta fase para qualquer rival sul-americano.

Antes do jogo da volta, no domingo, os reservas terão o compromisso contra o São Bernardo pelo Campeonato Paulista. Os titulares que frustraram mais uma vez milhares de corintianos em um jogo de Libertadores no Pacaembu ganharão uma folga nesta partida. O Tolima, que ainda não tem compromissos nos campeonatos locais, só volta a campo para receber o Corinthians.

Dentinho tenta sair da marcação de Noguera do Deportes Tolima, no Pacaembu
Futura Press
Dentinho tenta sair da marcação de Noguera do Deportes Tolima, no Pacaembu

O jogo

O Tolima fez o que se espera dos times que enfrentam o Corinthians no Pacaembu. Jogou fechado e buscou os contra-ataques. O time colombiano atuou num claro esquema 4-5-1, com apenas um atacante, o artilheiro Medina, isolado a frente da equipe colombiana. O Corinthians encontrava o mesmo cenário que tem se acostumado a enfrentar sempre que joga no Pacaembu com um adversário que dá poucos espaços na defesa obrigando o time a ter paciência para chegar ao gol rival. Só que paciência e Libertadores são palavras que não combinam, ainda mais em se tratando de Corinthians.

O início jogo, naturalmente, teve o Corinthians, dono da casa, como protagonista das principais iniciativas de ataque. Porém, como ocorrera no último domingo contra o Noroeste pelo Paulistão, o time teve muita dificuldade de chegar ao gol adversário. O time tocava a bola de lado, invertia o lance, mas não criava jogadas de real perigo.

Depois de insistir em entrar com a bola no chão de forma frustrada, o Corinthians adotou a tática do time que desiste de tocar já em sinal do início do desespero: levantar bola na área. Aos nove minutos, Bruno Cesar cobrou falta da lateral direita e mandou para o outro lado do campo para Roberto Carlos, mas o lateral chutou longe do gol.

Três minutos depois Jucilei cruzou na medida para Ronaldo na área. O atacante cabeceou firme, mas o goleiro Anthony Silva estava bem posicionado e saltou tranquilo para fazer a defesa. Esta foi a primeira chance clara de gol criada pelo Corinthians na partida. 

O Tolima se fechava bem e se aproveitando do nervosismo corintiano no início da partida conseguiu criar boas jogadas de ataque. A linha de impedimento feita pela defesa corintiana exibia falhas e numa daesas falhas, o time colombiano por pouco não abriu o placar.

Aos 25 minutos, não fosse o assistente chileno Patrício Basualto, o Tolima teria feito 1 a 0. Murillo recebeu bola na entrada da área na mesma linha da zaga corintiana que parou tentando deixar o jogador em impedimento. Com uma fração de segundo para decidir, o bandeira acabou prejudicando o Tolima.

O susto acordou o Corinthians que tentou retomar as rédeas do jogo. Aos 30 minutos, adotando a mesma tática das bolas levantadas na área, Bruno Cesar cruzou na área e Jorge Henrque mergulhou para cabecear forte e ver a bola sair rente à trave direita.

No segundo tempo, o Tolima percebeu que o monstro não era tão feio assim. O Corinthians dos astros mundiais Ronaldo e Roberto Carlos poderia ser batido em seus domínios. Nos primeiros minutos, mais soltos, os colombianos chegaram logo nos primeiros minutos. Não esperou o Corinthians tomar iniciativa.

Com chutes de fora da área, o Tolima assustou Júlio César, que precisou trabalhar. O Cornthians contou com a sorte já que a pontaria dos atacantes do Tolima não estava muito afiada.

Tite percebeu logo que seu "time ideal" está longe do ideal. Aos 10 minutos, fez sua primeira mudança. Trocou Bruno César, que estava sendo muito bem marcado pelos volantes do Tolima, e colocou Edno para se aproximar de Ronaldo, até ali, invalidado pela defesa. O "Fenômeno" não teve vida fácil e não assustou os marcadores colombianos.

Após a metade do segundo tempo, o Tolima estava claramente satisfeito com o resultado e voltou suas atenções para a defesa. Como já havia avisado o técnico Hernán Torres, o Tolima veio a São Paulo para somar pontos e o empate àquela altura era mais do que suficiente.

No Corinthians, Tite tentou o que podia. Roberto Carlos, cansado, deu lugar a Marcelo Oliveira aos 27 minutos. Apesar de tentar alguns dribles, o lateral foi tão inoperante quanto o titular, que voltou a dar calafrios na torcida como havia acontecido no domingo contra o Noroeste.

Aos 35 minutos, foi a vez de Tite trocar Dentinho por Danilo. O meia, em cinco minutos, fez mais que o atacante em 80. No primeiro lance, após cruzamento de Jorge Henrique, Danilo cabeceou firme, mas nas mãos do goleiro paraguaio do time do Tolima. Logo depois, após bate rebate na área, a bola sobrou para Danilo na meia que chutou forte no canto. A bola saiu por pouco.

O grito de gol engasgado da torcida coritiana só aconteceu aos 41 minutos do segundo tempo. Chicão cobrou falta. A bola passou perto, na rede pelo lado de fora, e enganou alguns corintianos que estavam nas arquibancadas opostas.

Não havia mais tempo e o sofrimento do Corinthians tem pelo mais uma semana pela frente. Quem passar pelo confronto enfrentará Cruzeiro, Estudiantes e Guaraní (PAR) pelo grupo 7 da Libertadores.

FICHA TÉCNICA – CORINTHIANS 0 x 0 TOLIMA

Local:
Estádio do Pacaembu, em São Paulo (SP)
Data: 26 de janeiro de 2011, quarta-feira
Horário: 22 horas (de Brasília)
Árbitro: Enrique Osses (CHI)
Assistentes: Patricio Basualto e Sergio Román (ambos do Chile)
Cartões Amarelos: Jucilei (COR); Murillo, Arrechea e Anthony Silva (TOL)
Renda: R$ 1.339.605,00
Público: 26.536 pagantes

CORINTHIANS: Júlio César; Alessandro, Chicão, Leandro Castán e Roberto Carlos (Marcelo Oliveira); Ralf, Jucilei e Bruno César (Edno); Dentinho (Danilo), Ronaldo e Jorge Henrique. Técnico: Tite

TOLIMA: Anthony Silva; Vallejo, Arrechea, Julián Hurtado e Felix Noguera; John Hurtado, Chará, Bolívar e Murillo (Danny); Castillo (Marrugo) e Medina (Gimenez).  Técnico: Hernan Torres

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