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Corinthians teme que depressão atrapalhe tratamento de Adriano

Histórico de problemas pessoais vai precisar ser superado pelo atacante na recuperação de sua grave lesão

Bruno Winckler, iG São Paulo |

Além da dor de não poder voltar a jogar futebol quando gostaria, Adriano enfrenta a partir desta quinta-feira, um período raro na sua carreira. A lesão no tendão de Aquiles do pé esquerdo foi a primeira contusão grave do “Imperador”. “Ele vai precisar estar preparado mentalmente para lidar com esse problema”, disse o médico Joaquim Grava. 

Para Bruno Mazziotti, fisioterapeuta do clube, a recuperação de Adriano passará primeiramente pela aceitação do jogador deste mau momento. O risco de depressão por conta da extensão de um período que já era longo fora dos gramados é alto, ainda mais com o conhecido histórico de depressão do jogador. Adriano já chegou a anunciar uma interrupção para lidar com seus problemas pessoais. 

“A maior luta do Adriano vai ser contra o desânimo. Ele nunca tinha sofrido uma lesão tão grave. Nesses primeiros dias ele terá de superar esse trauma para retomar os trabalhos como vinha fazendo aqui desde que chegou”, disse Mazziotti.

Se a ruptura do tendão de Aquiles esquerdo nos treinos de terça foi a maior lesão da carreira de Adriano, ela encerra um período ruim do jogador neste sentido. Desde que acertou com a Roma, na metade de 2010, esta é a sua quarta lesão.

Na Itália, teve uma contusão muscular no músculo adutor da perna direita. Depois, teve outra lesão no tornozelo esquerdo, por último, em janeiro, uma contusão no ombro direito. Desta forma, entre julho e janeiro, Adriano fez apenas oito jogos, um como titular. Justamente por conta desta baixa assiduidade nos jogos, o clube se preocupa neste momento mais com a tristeza de Adriano por não conseguir se recuperar do que com a lesão propriamente dita.

“A primeira semana é de muito mais cuidado com a questão emocional para o atleta poder buscar força. O atleta passa pela fase de aceitar o processo que, muitas vezes, é longo. Depois, passa pela fase da negação, em que as intercorrências podem atrapalhar. Temos que tomar cuidado para que elas não avancem, como uma dor, um edema. Quanto mais cuidar da cicatrização, melhor. O atleta começa a se animar. Se isso não avança, tem o abatimento emocional”, disse Mazziotti.
 

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