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Corinthians sonha com astros, mas segue com time de coadjuvantes

Clube projetou 2011 com Ronaldo, Roberto Carlos e outras estrelas, porém chega a março frustrado

Bruno Winckler, iG São Paulo |

AFP
Adriano: o primeiro sonho corintiano em 2011
Um grande time do Corinthians para 2011 se desenhou na cabeça de Andrés Sanchez e sua cúpula no início da temporada. Ronaldo e Roberto Carlos tinham um ano de contrato e havia a Libertadores pela frente. O sonho de reforçar o time com nomes importantes do futebol mundial foi levado a sério pelo presidente.

Um "quase grande time" de estrelas esteve nos planos em janeiro. Mas, no fim de fevereiro, após a eliminação na Libertadores para o Tolima, além da consequente aposentadoria de Ronaldo e do desligamento de Roberto Carlos, o time que seguirá até fim do Paulistão e no início do Brasileiro não terá estrelas. O sonho ficou no quase.

Adriano, Ronaldinho Gaúcho, Luís Fabiano e Paulo Henrique Ganso tiveram seus nomes comentados entre os diretores. Mesmo que Sanchez negue o interesse e esbraveje contra quem diz o contrário, ele trabalhou para colocar outras estrelas ao lado de Ronaldo no seu último ano de carreira. “Só vamos trazer reforços top de linha. Se não for top de linha, vamos com o que temos”, declarou Sanchez antes da tempestade que abalou o clube no último mês.

O primeiro “top de linha” sondado pelo clube foi o “Imperador”. Com Ronaldo como intermediário, Sanchez tentou até o final da janela de transferências, em janeiro, que Adriano conseguisse sua liberação da Roma, com quem tem contrato até 2013. O jogador tentou convencer o clube italiano, mas a presidente Rosela Sensi, na época acreditando na recuperação do atacante, recusou o pedido e deixou o Corinthians falando sozinho.

Com Ronaldinho, atual camisa 10 do Flamengo, o Corinthians também flertou. Durante a arrastada novela que envolveu o clube carioca, Palmeiras e Grêmio, Andrés Sanchez tumultuou a negociação avisando que conseguiria arrecadar R$ 1,8 milhão por mês para bancar Gaúcho. A HyperMarcas, parceira maior do Corinthians, tinha o interesse que na saída do “Fenômeno” um herdeiro fosse deixado como garoto-propaganda dos seus produtos. Porém, mais uma vez o destino de uma estrela se distanciou do Corinthians.

EFE
Sevilla rejeitou proposta corintiana por Luís Fabiano

Por último, já no fechamento da janela de transferências da Europa, o Corinthians apresentou proposta ao Sevilla de 7 milhões de euros (cerca de R$ 16 milhões) para trazer Luís Fabiano. Os espanhóis fizeram troça da oferta e se recusaram a negociar o atacante, cujo contrato vai até 2013, por este valor. Por falta de opção, o clube foi atrás de Liedson e o comprou do Sporting por R$ 4,5 milhões. Mesmo não sendo o preferido no início do ano para ser a “sombra” de Ronaldo, o novo camisa 9 agrada a todos no clube. A ausência do “Fenômeno” nem é tão sentida com a boa média de gols obtida por Liedson neste mês (são cinco gols em quatro jogos)

No mercado brasileiro, o sonho corintiano também não foi humilde. O clube, por meio de parceiros, tentou tirar Paulo Henrique Ganso do Santos. Simplesmente um dos jogadores maiores valorizados do país e ídolo de um rival histórico. Luís Álvaro de Oliveira, presidente santista, confirmou que Sanchez, por meio da DIS (que gerencia a carreira do atleta), tentou tirar o meia da Vila Belmiro e levá-lo para o Parque São Jorge. O alto valor da multa rescisória do contrato de Ganso com o Santos, de R$ 66 milhões para clubes brasileiros, impossibilitou um acordo, mesmo tendo o Corinthians, via parceiros, conseguido arrecadar quase 80% do valor.

Sem os astros sonhados, Sanchez ainda escuta especulações de todos os lados. A última veio da Inglaterra, onde joga um dos últimos grandes ídolos corintianos: Carlos Tevez. Kia Joorabchian, empresário do jogador e ex-parceiro do Corinthians quando presidia a MSI – entre 2004 e 2006 –, declarou à "TV Gazeta" que o jogador tem vontade de voltar para o Corinthians. Seu contrato com o Manchester City é válido até 2015. “No meu mandato ele não vem. Imagina o que falariam se eu trouxesse um jogador do Kia”, disse Andrés, na quinta-feira. O ex-parceiro corintiano ainda é investigado pela justiça brasileira por lavagem de dinheiro.

As grandes estrelas não vieram, e a vida do Corinthians seguiu. E foi com coadjuvantes que o clube se reergueu após a vexatória derrota na primeira fase da Libertadores. Foram cinco jogos depois da eliminação para o Tolima, com quatro vitórias (Palmeiras, Ituano, Mogi Mirim e Santos) e um empate (Paulista). Fora Liedson, que carrega no currículo uma prestigiada carreira em Portugal, os reforços top de linha não vieram. Cinco titulares do ano passado não jogam mais no clube: William, Roberto Carlos, Elias, Jucilei e Ronaldo. As reposições foram, até agora, "baratas": Wallace, Fábio Santos, Ramírez e Willian. William Magrão, do Grêmio, pode ser o próximo.

A janela de transferências que permite negociações entre clubes europeus e sul-americanos só abrirá em agosto. Até lá, os sonhos de Andrés Sanchez e da diretoria se renovarão. A passagem de Ronaldo e Roberto Carlos pelo clube deixou a cúpula corintiana mal-acostumada, e contratar novos astros ainda neste ano é a meta. Em agosto, Sanchez não quer ficar no quase. Um novo nome de peso, como foi Ronaldo, facilitaria a eleição do seu sucessor à presidência na eleição marcada para dezembro.

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