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Corinthians se prepara para "guerra", mas vê protestos comedidos

Na véspera de clássico, sete torcedores exibiram faixas no CT. Jogadores conversaram com atletas no hotel

Bruno Winckler, iG São Paulo |

Bruno Winckler
Faixa pede a saída de Tite no CT do Corinthians
O Corinthians estava preparado para o pior, mas não foi preciso tanto alarde. No último treino da equipe antes do clássico contra o São Paulo, nesta quarta-feira, sete torcedores da torcida organizada "Camisa 12" estenderam faixas na entrada principal do CT. Entre apoio e cobrança, ironizaram Tite com a faixa "Precisa-se de um técnico profissional". Em outra faixa, mostraram indignação com a sequência ruim que tirou o time da liderança. "São mais de 30 milhões de corações indignados". A diretoria corintiana avisou na segunda-feira que uma mudança no comando do time não está em pauta

Veja também: Diretoria banca Tite, mesmo em caso de derrota para o rival

A segurança corintiana convocou a Polícia Militar, antecipou a concentração do elenco para todos chegarem juntos ao CT, mas o máximo que os jogadores tiveram de "enfrentar" foi um solitário motoboy, que enquanto o ônibus entrava no centro de treinamento, gritou. "Vamos jogar bola! Vamos jogar bola".

O treino estava marcado para começar às 15h30 e o ônibus entrou no CT às 15h36. Os jogadores passaram a noite num hotel na região de Higienópolis, onde geralmente se concentram para jogos em São Paulo. Lá, mais cedo, Liedson, Júlio Cesar, Alessandro, Chicão e Ralf conversaram com alguns torcedores, intermediados por Edu Gaspar, gerente de futebol.

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A medida foi adotada para evitar que os jogadores chegassem sozinhos em seus carros ao CT. O plano estava pronto para o pior, mas o principal protesto aconteceu somente depois que os jogadores estavam nos vestiários, com as faixas penduradas no CT por volta das 15h40.

Veja também: A classificação atualizada do Campeonato Brasileiro

É normal que torcedores esperem jogadores na porta do CT para ter autógrafos e fotos. Alguns dos torcedores que estão quase diariamente no local não aprovam esse tipo de ação. "Acho errado. Também fiquei brava com a derrota para o Santos, mas é hora de apoiar o time", disse Valquíria Dionísio de Jesus, de 68 anos, uma das dezenas de torcedores que foram ao CT para apoiar e não protestar.


 

 

 

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