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Trazer novos jogadores para o elenco virou questão de honra para os diretores corintianos apagarem a frustração com Seedorf

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O "não" de Seedorf reativou no Corinthians uma prática comum em negociações. De agora em diante, a tática do despiste será utilizada até a assinatura de contratos para evitar nova decepção como a do meia holandês. O famoso discurso de que "o grupo é bom e tem capacidade de brigar de igual para igual no Brasileiro" será bastante ouvido de agora em diante nas entrevistas dos dirigentes corintianos.

Mas, antes dos clássicos com Santos e São Paulo (quinta e sexta rodada do Brasileirão, respectivamente), o clube espera contar - e quem sabe tê-los em campo - com mais quatro reforços. Um goleiro segue como prioridade, sendo que o nome preferido é o de Renan, de Avaí. Trazer novos jogadores para o elenco virou questão de honra para os diretores apagarem a frustração com Seedorf.

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Depois de recuperar o moral de Júlio César ao bancar sua permanência no clube e, melhor, como titular diante do Grêmio - o goleiro foi bem no jogo em Porto Alegre, no último domingo, e voltou a sorrir -, a direção corintiana fará nova investida para ter Renan já nos próximos dias.

Para contratar Renan, a parceira BMG arcaria com os R$ 5,5 milhões pedidos pelo Avaí - antes, o clube catarinense queria R$ 4 milhões - e o Corinthians, agora atrás de contratações com menos custos, pagaria os salários. O goleiro ganha "apenas" R$ 5 mil em Florianópolis.

Apesar de Júlio César ser o único atleta da base no time titular, o que faz dele um queridinho no clube, principalmente de Andrés Sanchez, o presidente corintiano foi convencido de que é necessário ter alguém para disputar a vaga no gol.

Renan também interessa ao Benfica, que ofereceu 1,5 milhão de euros e salário maior, mas pode ser convencido de que jogar num clube grande do País seria melhor para ele voltar a ser convocado por Mano Menezes para a seleção brasileira - já foi chamado para o amistoso diante dos Estados Unidos, ano passado, só que não jogou.

O lateral-esquerdo Julinho, também do Avaí, é outro que receberá proposta do Corinthians. Um volante e um zagueiro também seguem na pauta.

Na quinta-feira, a cúpula corintiana passou boa parte do dia reunida para refazer a estratégia para a chegada de um nome para o meio-campo. O volante Fábio Simplício, que estava com salários e tempo de contrato acertados, mas acabou descartado após as altas cifras pedidas pela Roma, pode ser novamente buscado. A estratégia seria a mesma realizada com o atacante Adriano: o jogador pressionar o clube para reduzir valores e convencer os italianos a liberá-lo.

Para a defesa, o nome de Alex Silva ganha força. O zagueiro, que está deixando o São Paulo, ficou empolgado com uma possível oferta de R$ 300 mil mensais para defender o clube. Na verdade, intermediários falaram em nome do Corinthians e fizeram tal proposta. Os diretores corintianos, no entanto, disseram que até aceitariam contratá-lo, desde que por um valor menor.