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Futebol
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Corinthians perde invencibilidade e cai em casa para Ponte Preta

Equipe de Tite pode deixar de ser líder nesta quinta-feira, caso o São Paulo vença o Ituano em casa

Bruno Winckler, iG São Paulo |

O Corinthians não está mais invicto e pode deixar de ser líder do Paulistão nesta rodada. No Pacaembu, a equipe parou na Ponte Preta, viu o time de Campinas vencer por 1 a 0 e voltou a perder no estádio depois de quatro meses. De quebra, viu os rivais Santos e Palmeiras chegarem aos mesmos 25 pontos na tabela. O São Paulo, que joga nesta quinta contra o Ituano, será líder com a mesma pontuação se vencer sua partida. 

O time do Parque São Jorge somava 14 jogos seguidos do Paulistão sem perder desde as últimas três rodadas do Estadual de 2010. Este número representava a metade da última grande série invicta da equipe, interrompida também pela Ponte Preta no ano passado. Entre 2009 e 2010, nas duas edições do torneio, o Corinthians se manteve invicto por 28 jogos seguidos (23 em 2009, quando foi campeão, mais cinco em 2010). Foi a Ponte Preta, na sexta rodada do Paulistão de 2010 que freou o Corinthians. No Moisés Lucarelli, o time campineiro fez 2 a 1.

nullA última derrota do Corinthians no Pacaembu havia acontecido em outubro, contra o Atlético Goianiense, por 4 a 3, resultado que derrubou o técnico Adilson Batista.

Com a vitória, é a Ponte Preta que ostenta agora a maior série invicta deste Paulistão. São 10 jogos seguidos sem perder, desde a segunda rodada. O time de Campinas já havia vencido o São Paulo no Morumbi e empatado com o Santos nesta trajetória invicta. A Ponte soma agora 24 pontos, ultrapassa o Mirassol, e encosta na briga pela liderança.

A Ponte tenta manter a boa fase contra o Prudente, sábado, em Campinas. Para esta partida o técnico Gilson Kleina aguarda a volta do lateral-direito Eduardo Arroz, que por problemas particulares desfalcou a equipe nas duas últimas rodadas. O zagueiro Ferrón, que levou o terceiro amarelo, desfalca a equipe.

O Corinthians volta a jogar no domingo, contra o Mirassol, fora de casa. A expectativa do treinador é ter Chicão e Jorge Henrique à disposição novamente. Os dois titulares desfalcaram a equipe contra o Linense e a Ponte. O zagueiro está ausente há mais tempo, desde o dia 17 de fevereiro, quando deixou a partida contra o Mogi Mirim contundido.

Gazeta Press
Dentinho tenta fugir da marcação da Ponte Preta durante o duelo no Pacaembu

O jogo
O Corinthians que se doa à marcação em todos os setores e tenta ser veloz com a posse de bola, seguindo às recomendações de Tite tentou se impor contra a Ponte Preta desde o início do jogo. A formação com dois meias (Bruno César e Morais) até que começou bem a partida e foram com ambos, auxiliados por Paulinho, que o Corinthians criou as principais chances do primeiro tempo.

Aos oito minutos o Corinthians veloz que Tite tanto valorizou nas atuações dos últimos jogos se viu presente pela primeira vez na partida. Paulinho, que vem substituindo bem a Jucilei, fez grande jogada do Corinthians puxando contra-ataque. Ele arracou pela direita e tocou para Liedson no bico da área. O atacante devolveu de calcanhar e Paulinho pegou de primeira. O chute saiu cruzado, rente à trave, e levou perigo.

No primeiro tempo a Ponte Preta usou bem da tática de parar o Corinthians com pequenas faltas. Com apenas um atacante, Éverton Santos, o time de Campinas loteava o meio o campo, marcava de perto, e tentava frear assim os toques rápidos entre os meias Morais e Bruno César na ligação com Dentinho e Liédson.

nullO Corinthians teve maior passe de bola no primeiro tempo, mas o número de chances criadas não condisse com essa vantagem no fundamento. A Ponte Preta não assustou, é verdade. O time de Campinas fez bem seu papel de controlar o Corinthians.

A principal chance do Corinthians na primeira etapa foi criada aos 33 minutos. Morais se esforçou para alcançar uma bola na direita e cruzou para Dentinho. Na marca do pênalti, o atacante bateu colocado, mas a bola desviou em Ferrón e saiu em escanteio.

Na volta do intervalo, a Ponte Preta ensaiou-se mais no ataque e logo no início do segundo tempo quase contou com a sorte para abrir o placar. O lateral-direito Guilherme cruzou para a área e Alessandro, na tentativa de afastar a bola, acabou chutando contra o gol de Júlio César. A bola acabou tocando a trave antes de Castán afastar o perigo.

O maior assanhamento do time ao ataque acabou sendo recompensado logo depois, aos 12 minutos, quando Éverton Santos dominou bem uma bola na intermediária, arrancou entre os zagueiros e chutou forte, rasteiro. Júlio César chegou a tocar na bola, mas não evitou o gol.

O gol rival fez o Corinthians tentar novas jogadas baseadas na velocidade de Dentinho e Liedson, mas a marcação da Ponte Preta, que já muito forte quando a equipe empatava, ficou ainda mais eficiente.

Tite tentou dar nova cara ao time tirando Morais, que vinha fazendo um bom jogo, para dar chance a Edno. Alguns torcedores das numeradas chiaram. Preferiam que Bruno César deixasse a equipe.

A mudança não surtiu efeito. Bem postada, a Ponte Preta se segurou e nos contra-ataques chegou a levar perigo.

Tite ainda tentou ousar sacando os laterais Alessandro e Fábio Santos para dar chance a Ramírez e Willian, mas os dois não mudaram o quadro da partida.

No último lance do jogo Dentinho chegou a cabecear uma bola na trave, mas o placar ficou no 1 a 0. Caiu o invicto Corinthians.

FICHA TÉCNICA
CORINTHIANS 0 x 1 PONTE PRETA

Local: Estádio do Pacaembu, em Sâo Paulo (SP)
Data: 9 de março de 2011, quarta-feira
Horário: 21h50
Árbitros: Philippe Lombardi
Assistentes: Marcelo Carvalho Van Gasse e Marco Antônio de Andrade Motta Júnior
Renda: R$ 354.996,50
Público: 12.126 pagantes
Cartões Amarelos: Fábio Santos, Ramírez (COR); Ricardinho, Ferrón, Leandro Silva (PON)

Gol: Éverton Santos, aos 12 minutos do 1º tempo

CORINTHIANS: Júlio César; Alessandro (Willian), Wallace, Leandro Castán e Fábio Santos (Ramírez); Ralf, Paulinho, Morais (Edno) e Bruno César; Dentinho e Liédson.
Técnico: Tite.

PONTE PRETA: Bruno; Guilherme, Leandro Silva, Ferrón e João Paulo; Josimar, Mancuso, Gil e Ricardinho (Tiago Luís); Márcio Diogo (Valber) e Everton Santos.
Técnico: Gilson Kleina.

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