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Corinthians não sabe quem banca ampliação do estádio e cogita empréstimo

Luis Paulo Rosenberg, diretor de marketing do clube, garante que estádio terá as obras iniciadas no ano que vem, mas desconhece quem pagará pela adequação do projeto ao padrão Fifa

Bruno Winckler, iG São Paulo |

A questão sobre a origem do dinheiro necessário para a ampliação do futuro estádio do Corinthians e da abertura da Copa do Mundo de 2014 ainda não tem resposta no clube. Luis Paulo Rosemberg, diretor de marketing e braço direito do presidente Andrés Sanchez quando o assunto é o estádio corintiano, assumiu que o clube não sabe de onde virão e recursos e disse também que nem mesmo a verba do BNDES, que emprestará R$ 350 milhões para a construtora Odebrecht iniciar a obra foi liberado.

"Estamos imaginando a liberação do recurso para o começo do ano que vem, mas se não vier vamos fazer um empréstimo ponte. Com a garantia da construtora Odebrecht qualquer banco grande aceita nos dar o dinheiro", disse Rosenberg, nesta terça-feira.

O valor citado serve inicialmente somente para a construção do estádio com capacidade para 48 mil pessoas, insuficiente para que o estádio de Itaquera abrigue a abertura da Copa do Mundo. Outros R$ 300 seriam necessários para que o estádio passasse a ter os 65 mil lugares exigidos pela Fifa. O Corinthians não sabe de onde virá esta verba. "Ñão sei. Nem o Corinthians sabe nem ninguém", disse, com um semblante despreocupado. O dirigente reforçou que o clube espera um posicionamento da Fifa sobre o planejamento apresentado pelo Corinthians para reavaliar os custos da obra.

"O único número concreto que temos são os R$ 400 milhões, que podem vir do BNDS. Isso cobre o que o Corinthians tinha em mente para o seu estádio. Mas existe agora a questão de fazer um estádio de acordo com as normas da Fifa. Não sabemos quanto custará. Estamos levantando isso", afirmou Rosenberg, que disse ter notado bastante flexibilidade por parte da entidade. "A gente não enxerga qualquer obstáculo."

O diretor de marketing do Corinthians deu outros motivos para estar otimista. Segundo Rosenberg, o fato de Itaquera sediar a abertura do Mundial do Brasil atrairá uma série de investidores. "Muitos segmentos serão beneficiários disso. Vamos eleger instrumentos para tornar esses beneficiários em patrocinadores da causa. Sem nenhuma demagogia, há luz no fim do túnel", esperançou-se.

Beneficiária óbvia e direta da construção do estádio, no entanto, a Fifa não pretende gastar dinheiro no projeto. O máximo que a entidade se permite fazer é investir na infra-estrutura dos arredores do local. "Esse restante pode ser assumido pela Fifa", disse Rosenberg, que não cogita a possibilidade de o Corinthians custear os cerca de R$ 200 milhões restantes. "Temos exemplos passados de clubes que construíram suas sedes com recursos do futebol. Foi uma tragédia."

A certeza é que o projeto do Corinthians começará a sair do papel em março de 2011 -com ou sem uma solução financeira para a adaptação do estádio à abertura Copa do Mundo. A previsão é de que as obras sejam concluídas no último trimestre de 2013, depois da realização da Copa das Confederações.

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