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Futebol
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Corinthians não faz sua parte, perde Elias e terá de disputar a pré-Libertadores

Com festa da torcida apesar do empate, Corinthians se despede do Brasileiro em terceiro lugar. Meio-campista está de malas prontas para o futebol europeu

iG São Paulo |

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O Corinthians não fez sequer a parte dele e o Fluminense é campeão brasileiro. O título brasileiro de 2010 escapou e resta ao corintiano aguardar que em 2011 os troféus que faltaram no ano do seu centenário não fiquem no quase. No Serra Dourada lotado de corintianos Dentinho e Felipe Amorim marcaram os gols do empate em 1 a 1. Cansado, Ronaldo deixou o campo citando o único alento para os corintianos nesse ano: a classificação para a Libertadores. "Foi o que deu pra fazer e de qualquer maneira estamos contentes com a classificação para a Libertadores. Ano que vem tem mais".

Assista aos gols

Com a vitória do Cruzeiro sobre o Palmeiras o Corinthians termina o Brasileirão em terceiro lugar e terá de disputar uma partida mata-mata contra um adversário colombiano ainda desconhecido antes da fase de grupos. O Corinthians ficou entre os três primeiros colocados em todas as rodadas e nunca teve ameaçada sua classificação para a Libertadores do ano que vem. Na quinta-feira, em sua última entrevista coletiva, Ronaldo ficou irritado quando perguntado se a perda do título significaria que o ano foi perdido. Como perdido? Chegamos na Libertadores, disputamos o título até o final. Olha os outros times da capital. Não fizeram nem metade do que fizemos, disse Ronaldo.

Ao fim do jogo os corintianos se direcionaram para os torcedores que cantaram todo o hino corintiano. Uma bonita demonstração de amor ao clube. Elias, que está se despedindo do clube chorou no gramado após a partida que pode ter sido sua última pelo clube. O Atlético de Madrid deve ser seu destino. A torcida cantou o nome do jogador que não parou de chorar. Soluçando o jogador o jogador mostrou todo seu amor. "Corinthians minha vida, minha história, meu amor".

O jogo
Vaiado em sua própria casa o Goiás entrou em campo como um visitante indesejado às 16h52. Os poucos torcedores do time que foram ao Serra Dourada não conseguiram se fazer ouvir dada a sonora vaia que vinha da maioria corintiana no estádio.

Os apupos só cessaram quando às 16h55 o Corinthians entrou em campo. O que era vaia transforrnou-se em gritos de incentivo e podia-se dizer que para os jogadores, do ponto de vista de apoio externo, não havia diferença entre um jogo no Pacaembu e a partida deste domingo. É a comprovação da completa sintonia entre o torcedor o time do Corinthians, disse Tite, esperançoso antes da partida. Faixas, balões pretos e brancos fizeram do Serra Dourada um verdadeiro estádio corintiano.

Com a bola rolando o Corinthians logo mostrou que não queria perder tempo e foi para cima. Com Elias e Jucilei trocando passes no meio campo e contando com a movimentação de Bruno César e Dentinho mais a frente o Corinthians logo conseguiu se impor contra os reservas do Goiás. Roberto Carlos, aos sete minutos, e Elias, aos oito, assustaram os goianos, mas não conseguiram abrir o placar.

Como Tite e Roberto Carlos haviam alertado durante a semana, a ideia do time era fazer um gol antes do Fluminense no Rio. Conseguiu tal tarefa, só não esperava que antes disso veria a zebra se pintar de verde no Serra Dourada.

Júlio César, um dos principais nomes da campanha corintiana, falhou aos 19 minutos  do primeiro tempo e o Goiás abriu o placar. Roberto Carlos matou mal uma bola na coxa e a bola acabou voltando para o goleiro, que até poderia pegar a bola com as mãos já que o recuo foi involuntário. Indeciso, o goleiro preferiu arriscar um chute forte para longe na entrada da área mas a bola saiu mascada, rente ao gramado, limpa para Felipe Amorim arriscar quase do meio campo e marcar o primeiro gol do jogo. 

Alguns minutos depois, uma cena estranha foi vista nas arquibancadas do Serra Dourada. Antes calada pelo baque causado pelo gol do Goiás um burburinho no estádio que correu de torcedor para torcedor noticiava que o Guarani havia aberto o placar no Engenhão. Como se fosse um gol corintiano o falso alarde logo fez a torcida incentivar mais o time. Coincidência ou não, o gol de empate do Corinthians não demorou a sair.

Melhor que o Goiás, o Corinthians tinha controle do jogo, mas vacilava nas finalizações. A história mudou somente aos 28 minutos quando após uma bela trama que passou pelos pés dos principais nomes do time no jogo.

AE
Ronaldo chegou a mandar uma bola na trave, mas não marcou neste domingo

A jogada do gol corintiano começou com uma bola roubada por Jucilei na entrada da área goiana. O volante rolou para Dentinho na meia lua que tocou para Bruno César na entrada da área. O meia segurou, tocou para Elias no meio da área que recuou para Dentinho, livre na marca do pênalti, tocar no canto esquerdo do gol de Fábio. Foi o segundo de Dentinho no Brasileirão.

Aos 33 minutos Dentinho fez ótima jogada no meio campo e rolou para Elias que invadiu a área com velocidade e livre de marcação. O volante vacilou e mesmo com um quadro claro para consumar a virada, ele chutou sem direção ao gol e a bola saiu pelo lado direito do gol.

O time paulista sofreu uma baixa no final do primeiro quando Chicão sentiu dores musculares e foi substituído por Leandro Castán. O coadjuvante por pouco não foi herói da virada quando aos 41 minutos cabeceou rente à trave de Fábio após cruzamento de Bruno César.

O Corinthians foi para o intervalo com um resultado que não lhe daria o título. Júlio César, que falhou no gol, estava confiante. Estou tranquilo. Está 1 a 1 mas o Corinthians está melhor, disse, sem querer falar muito do lance do gol do Goiás.

Seis minutos antes de Fluminense e Guarani iniciarem o segundo tempo do Engenhão, Corinthians e Goiás retomaram o jogo no Serra Dourada e após os primeiros minutos de tensão e sem criar boas chances Tite tentou ousar e sacou o volante Ralf para apostar na velocidade de Jorge Henrique e assim abrir possibilidade de ataque do Corinthians.

Com o bom resultado pró-Corinthians se arrastando no Engenhão, o Corinthians só precisava de um gol para jogar a pressão para o Fluminense. Porém a substituição de Tite demorou para surtir efeito e o Goiás se aproveitou da ausência do primeiro volante corintiano Ralf para chegar com perigo nos contra-ataques. Nervoso, o Corinthians por pouco não sofreu o segundo gol do Goiás. Camacho, Éverton Santos e Lenon tiveram boas chances de para marcar. E para piorar, o Fluminense abria o placar contra o Guarani.

Aos 28 minutos o placar eletrônico anunciou o gol do Fluminense e as esperanças que já estavam se acabando viraram pó. Em provocação, os poucos torcedores do Goiás entoaram o grito que já estava na boca de todos os rivais do Corinthians. É! Centenada, em alusão ao ano sem títulos no centenário corintiano. Em resposta a maioria corintiana devolveu gritando Ão ão ão segunda divisão.

Ainda desorganizado o Corinthians não conseguia criar boas chances. O único bom lance do segundo tempo saiu dos pés de Ronaldo, aos 39 minutos. O atacante se desvencilhou da marcação na entrada da área e chutou forte no canto. Por um capricho a bola tocou o pé trave esquerda do Goiás e rolou em cima da linha. Dentinho ainda teve boa chance de marcar, aos 43, mas chutou torto para fora.

Sem vitória e sem título o Corinthians encerrou o ano do seu centenário. A torcida ignorou a perda do título e incentivou bastante o time no final do jogo, mesmo com a impossibilidade de se conquistar a taça. A festa da maioria corintiana no Serra Dourada não foi completa.

FICHA TÉCNICA ¿ CORINTHIANS 1 x 1 GOIÁS

Local: Estádio Serra Dourada, em Goiânia (GO)
Data: 5 de dezembro de 2010, no domingo
Horário: 17h (de Brasília)
Árbitro: Leandro Pedro Vuaden (RS)
Assistentes: Marcelo Bertanha Barison e Julio Cesar Rodrigues Santos (ambos do RS)
Renda: R$ 755.200,00
Público: 28.917 pagantes
Cartões Amarelos: Matheus (GOI)

GOLS:
Goiás: Felipe Amorim aos 19 minutos do primeiro tempo
Corinthians: Dentinho aos 28 minutos do primeiro tempo

GOIÁS: Fábio; Wendel Santos, Matheus, Valmir Lucas e Jadílson; Lenon, Jonílson, Camacho (Assuério) e Felipe Amorim; Wendell Lira (Rithelly) e Éverton Santos. Técnico: Artur Neto

CORINTHIANS: Júlio César; Alessandro, Chicão (Leandro Castán), William e Roberto Carlos; Ralf (Jorge Henrique), Jucilei, Elias e Bruno César (Danilo); Dentinho e Ronaldo. Técnico: Tite

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