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Corinthians foge de recepção com ovos e ofensas em Campinas

Grupo de quase 20 torcedores esperava delegação do clube, que entrou no ônibus ainda na pista do Aeroporto de Viracopos

iG São Paulo |

Com dificuldades para se desvencilhar da marcação imposta pelo Tolima na noite de quarta-feira, o Corinthians conseguiu driblar um grupo de quase 20 torcedores na manhã desta quinta-feira. Os manifestantes esperavam a delegação chefiada por Andrés Sanchez no Aeroporto de Viracopos, em Campinas, com ovos em mãos e ofensas ensaiadas.

Para evitar tumulto, o elenco entrou em um ônibus logo depois de desembarcar na pista do aeroporto, sem passar pelo saguão. A iniciativa de voltar da Colômbia por Campinas (e não por Guarulhos, como de costume) foi tomada antes mesmo da humilhante eliminação na pré-Libertadores. Segundo o clube, o Aeroporto de Cumbica não recebe voos fretados durante a manhã.

Cientes de que o Corinthians retornaria ao Brasil pelo interior de São Paulo, torcedores organizados começaram a chegar ao Aeroporto de Viracopos por volta de 8h. Levaram consigo uma faixa com a inscrição "incompetência" e cerca de uma dúzia de ovos para arremessar nos jogadores. Alternaram-se entre três portões do local, na expectativa de obter contato com o elenco, e obrigaram que o policiamento fosse reforçado.

Os principais alvos do protesto haviam sido previamente escolhidos. Sempre que uma câmera de televisão era apontada para os manifestantes, eles cantavam o hino do Corinthians, reclamavam do "time sem vergonha" e bradavam contra Andrés ou Ronaldo, além de fazer ameaças como: "Se eu pego na balada, o bicho vai pegar!".

Como a delegação do Corinthians pousou em Viracopos por volta de 10h15 e não apareceu para o público, que então se dispersou, os torcedores organizados logo viraram a principal atração do lugar. Concederam uma série de entrevistas, com o cuidado de não falar palavrões e sorrir para as câmeras, e até foram assediados por alguns curiosos.

Embora tenham escapado da recepção ofensiva em Campinas (alguns torcedores diziam querer "relar a mão em Ronaldo e Roberto Carlos"), o Corinthians ainda precisará tomar cuidado quando chegar a São Paulo. Automóveis de atletas foram danificados pela torcida no CT Joaquim Grava.

Saída conturbada do estádio
A saída do Corinthians do estádio do Tolima, na quarta-feira, também teve protestos. Os cerca de 200 torcedores que estavam no Manuel Murillo Toro xingaram e jogaram pedras contra a delegação durante o caminho dos atletas até o ônibus. Protegidos pelos policiais colombianos, ninguém se machucou.

De lá, a delegação seguiu para o aeroporto de Ibagué e lá não teve muitos problemas para embarcar. O voo para Bogotá deixou a capital do departamento de Tolima com alguns minutos de atraso e para o alívio de diretores e dos jogadores, os corintianos que protestaram no estádio não se animaram a para o aeroporto, distante 20 km do centro da cidade. Escoltado por motos de policiais e duas viaturas, o ônibus entrou direto na pista do aeroporto por volta das 22h30 locais (1h30 no Brasil).

Logo após a partida, Andrés Sanchez temia que os membros das organizadas do clube que foram a Ibagué pudessem comparecer para protestar no aeroporto, mas nada aconteceu. "Só quero que seja sem violência", disse.

*Com Gazeta Esportiva

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